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sábado, 7 de julho de 2018

A Copa é na Rússia e por aqui a coisa está ruça!






Comecei a escrever este artigo antes da Copa na Rússia iniciar, continuei escrevendo pari-passu com os jogos da Copa. Finalizei o texto nas oitavas de final, não sei como foi o Brasil nas quartas de final, espero que mal, mas isto é outra história.
Por que não publiquei o texto? Não sei, desesperança talvez. Parece que minha adesão ao movimento dos Sem-saco fez com que eu não tivesse mais saco (paciência) para estas coisas.
Mas vamos lá. Mais importante do que a Copa do Mundo da Rússia (falo da Federação Russa, maior país do mundo, ocupando um nono da superfície terrestre – uma área quase o dobro do continental Brasil – localizado na Eurásia), evento de relevância mundial  que vai muito além do esporte, é a situação do Brasil, o que ocorre por aqui agora, neste exato momento em que os craques, nem tão craques e escroques entram em campo nas terras do povo Rus, defendendo seus escretes com maior ou menor galhardia.
Aqui nas Terrae brasilis, no que pensamos ser a encarnação terrena das Ilha afortunadas de São Brandão ou Hy Brazil, a coisa está ruça e tende a piorar. 
Ruça, RUÇA, com cedilha mesmo, no amplo sentido da palavra. Ruça, na definição do dicionário: Complicada, cheio de adversidades, de dificuldades; perigosa, apertada.
E por que? Porque nossos juízes dos tribunais superiores e nossos políticos armam e executam planos e esquemas criminosos para subjugarem o Brasil decente que insiste em afrontá-los. É o Congresso aumentando despesas, são Câmaras de Vereadores e Assembléias Estaduais aprovando projetos inexequíveis e que aumentarão ainda mais a quebradeira das unidades da Federação.
E a conta? A conta fica para as próximas gestões e para o Zé Povinho que sempre paga. Não há escrúpulos, não há limites, não há patriotismo ou dever cívico, apenas avidez incomesurável pelo poder, pelo dinheiro público e pelo que é nosso, de todo o povo brasileiro.
No Congresso Nacional, a pouca atividade aparente esconde uma atividade frenética, escusa e impublicável que visa, acima de tudo manter o status quo e continuar nos ferrando. Estas manipulações só não são mais frenéticas pelo medo das urnas.
Mas nos Supremos Tribunais barsileiros não há urnas portanto não há medo e não há limites à manipulação, à desfaçatez, à cara-de-pau e à sem-vergonhice. O PT e seus asseclas colonizaram, literalmente os tribunais superiores brasileiros. Em alguns casos o limite ético e o sentimento patriótico falaram mais alto mas em outros a Omertá vale mais que princípios, moral, civismo e civilidade.
Basta ver o que os augustos e soberbos ministros da segunda turma fizeram com Zé Dirceu et caterva, soltaram bandidos de alta periculosidade que roubaram, destruiram e ajudaram a condenar a pobreza e a morte milhões de brasileiros. O Código de Desonra destes mafiosos, suas posições e vínculos fraternos e de gratidão libertaram bandidos de alta periculosidade como se fossem heróis injustiçados. Concederam à crápulas inescrupulosos benesses que não concedem à ladrões de galinha.
Aos que roubam o povo e condenam milhões as glórias e benesses do poder ao povo a dura lex. Soltaram Genu, Dirceu e só não soltaram Lula, concedendo-lhe a chance de concorrer nas eleições porque o Ministro Fachin, a Ministra Carmen Lúcia e outros ministros reagiram e agiram a revelia das vontades desta corja.
É este o jogo jogado nos gramados de Brasília e do Brasil, enquanto a bola joga na Rússia ‘eles’ jogam, por aqui um jogo de cartas marcadas em que nós, o povo brasileiro, seremos goleados por mais que 7 a 1. 
Só não contavam com algumas armas secretas, com a mudança de mentalidade e de foco de nosso ‘time’ (povo). Como diria Garrincha, o gênio, ‘esqueceram de combinar com os russos’. E o Brasil decente conseguiu empatar com a jogada genial de Fachin, fuzilando o drible de Lula e com o gol marcado contra a contribuição sindical obrigatória, que começará a desmontar a estrutura de corrupção do sindicalismo torpe brasileiro.
Empatamos, mas virão a prorrogação e os penaltis após a eleição. Eles preparam suas armas secretas e terão um novo jogador em campo: Dias Toffolli no STF, jogador perigoso, matreiro e chegado em um jogo sujo. Após as eleições será reforçado por um Congresso mais ou menos renovado, o que depende só de nós. Mas é certo que o jogo não acabou.
Quanto ao futebol de verdade, aquele que ocorre na Rússia esclareço que não sou daqueles descerebrados da esquerda clássica que eram contra a Seleção brasileira pois achavam que a CBF e a Seleção eram o ópio do povo e que contra-arrazoavam a ‘revolução’. Muito menos sou daqueles que acham que a camisa verde-amarela é símbolo do suposto golpe, contra Dilma. Também não sou um dos que acha futebol uma perda de tempo ou idiotice.
Muito antes pelo contrário sou um apaixonado pelo nobre esporte bretão, já joguei (perna de pau, mas joguei), vou ao estádio, sou fanático por meu time, torço visceralmente. Sou Lobão, sou áureo-cerúleo, torcedor enloquecido do meu Esporte Clube Pelotas, o Lobo da avenida e transmiti esta paixão ameu filho.
Também acho a CBF corrupta e safada, tanto quanto o Congresso Nacional, mas pelo menos a CBF não rouba meu dinheiro. Penso que o futebol é alegria e diversão e não o ópio do povo, como querem nossos zintelectuais. E a camisa da seleção brasileira é linda verde e amarela, usei-a com orgulho nas manifestações contra o Collor e contra a Dilma e usarei ao manifestar-me contra qualquer safado que se instale no Governo. O Brasil é verde e amarelo e não vermelho, vermelho é cor de bandido e corrupto.
Mas não torço pela seleção brasileira, já torci pela seleção de 1982, por exemplo. Por esta não torço por dois motivos: primeiro meu avô de origem uruguaia e a proximidade da fronteira fizeram-me valorizar e amar a raça e a camisa celeste. E porque, embora simpatize com muitos jogadores de nosso escrete e, principalmente gosto do Tite, não suporto o Neymar.
Neymar representa o oportunista, mau cárater, que só quer levar vantagem. Não importam à ele consequencias ou o que causar a outrem ele quer estar por cima. É um mau, um péssimo exemplo, para o Brasil especialmente para os jovens brasileiros. Acho muito legal que o sentimento cívico aflore, que nosso povo torça pela seleção. Só não consigo torcer por um mau caráter. Me perdoem!
Mas deixando a Copa de lado, não importando o resultado e se o Brasil será ou não campeão (ainda não sei os resultados das quartas em diante) cabe-nos preparar para a batalha pós-eleições. Nossos adversários no Governo, no Congresso, no STF e nas cadeias de Brasília e curitiba estão preparando um contra-ataque perigoso.
Se a coisa agora está RUÇA pode piorar antes de melhorar ou lutamos ou é melhor fugir...para a pátria RUSSA!

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Os onze olimpianos do STF




         A mitologia greco-romana nos explica muito do que somos em termos de civilização e, também, de incivilidades. Suas lendas, práticas e crenças influenciaram e forjaram o que hoje chamamos de civilização moderna, especialmente no ocidente.
Suas deidades e panteões, em que pesem mudanças de nome e de importância relativa entre gregos e romanos, mostram seres muito, mas muito parecidos, com os humanos de carne e osso, aqueles com os quais convivemos diuturnamente.
Os deuses gregos e romanos são muito mais a ‘imagem e semelhança’ do homem, ou vice versa, com suas virtudes, vaidades, defeitos de caráter, do que a imagem que temos de Deus nas grandes religiões contemporâneas.
Estes deuses viviam entre a terra e o olimpo (tal e qual políticos e milionários modernos) cuidando da ‘criação’, brigando, fazendo intrigas e decidindo monocraticamente, até que o colegiado seja consultado, o destino da indefesa humanidade. Não lhes parece com um certo egrégio tribunal brasileiro? Onde a Praça dos Três poderes seria uma espécie de Monte Olimpo tropical e o STF o Conselho dos deuses olimpianos.
Os doze deuses olímpicos, também conhecidos como o dodecateão  eram os principais deuses do panteão grego, residentes no topo do Monte Olimpo. Moravam em um imenso palácio, construído numa montanha que ultrapassaria o céu. Alimentavam-se de ambrosia e bebiam néctar, alimentos exclusivamente divinos, ao som da lira de Apolo, do canto das musas e da dança das graças. Centenas de deidades menores, mais ou menos poderosas, coabitavam o Monte Olimpo. Tal e qual nossa Praça dos Três Poderes com seus três palácios e miríades de servidores públicos eleitos,  não eleitos, nomeados e concursados (e alguns que não se encaixam em nenhum destes conceitos: as eminências pardas e os ‘ex’ que na maioria das vezes não passam de escroques).
Mas no nosso Olimpo tupiniquim, tanto quanto no Olimpo original, quem manda e define tudo são os doze olimpianos, os todo poderosos Deuses Olímpicos. Aqui são apenas onze palacianos, alocados no Palácio do STF. Mas de resto se parecem muito com seus antecessores greco-romanos, têm virtudes (alguns mais outros menos), têm vicissitudes (muitas), têm vaidades (incomensuráveis), têm vontades (insaciáveis) e estão em constante beligerância pelo poder e por seus protegidos. Mas ao fim e ao cabo suas decisões monocráticas ou colegiadas afetam todos nós pobres mortais.
Podemos, perfeitamente encaixar nossos Supremos Ministros, nos traços de caráter ou da falta dele, dos deuses olimpianos. Mas não eram doze deuses? Sim eram. Mas se observarmos a tamanha zona que se instalou no país podemos imaginar que Zeus, o pai de todos, Deus dos Deuses e também Deus da Justiça foi dar uma voltinha. Claro que quando o dono da casa ou o gato, como queiram, saí os ratos tomam conta, ou pelo menos tentam.
Zeus deve ter ido passear em outros pagos com sua filha Iusticia (Justicia). É, aquela senhora de espada em uma mão, balança na outra e olhos vendados é uma deusa grego-romana, era ela que na Roma antiga proferia o Ius dicere  (dizia a justiça) para atingir a prudentia (o equilíbrio). Os gregos a conheciam como DICE e na Grécia não usava a venda, enxergava, tal e qual nossa justiça, que as vezes enxerga longe demais.
Mas se concluirmos que Zeus e a Justiça foram dar uma voltinha longe dos trópicos, restaram os Onze Olimpianos Tupiniquins, alocados confortavelmente no Palácio Olímpico do STF e cercados de deidades menores, sombras, espíritos bons e maus e, muitos interesses.
Vejamos quem é quem no nosso Olimpo de  Tres Vires (Três Poderes):
ZEUS – a lei, a ordem, a justiça. Está ausente, foi visto fugindo para lugar incerto e não sabido em companhia de sua filha DICE.
HERA – a Rainha do Olimpo, na ausência de Zeus reinava no Olimpo, deusa do matrimônio e da estabilidade, zela pela Casa de todos, pela família (o povo) e pela fidelidade aos princípios. Nossa Ministra Carmen Lúcia.
ATENA – Deusa da sabedoria, civilização e da estratégia, sabe que os calados vencem. Traça suas estratégias e age com calma e sem alarde, prudência típica dos bons estrategistas. Mas ao final estabelece a ordem. Aí temos a Ministra Rosa Weber.
POSEIDON – Deus dos mares, terremotos, da mutação, oscila como o mar, dele pode se esperar tudo, até por sua natureza e origem (político-partidária). Mas em geral é um grande benfeitor da humanidade. Aqui vislumbro, com a devida vênia, o Ministro Alexandre de Moraes.
DEMÉTER – Deusa da colheita, da fartura (sic!), muito ligada a família (sic, de novo!), pode ser benevolente no verão (ou nas ações salariais) ou dura como o inverno. Mas em geral ajuda e protege os homens (povo), tal e qual o Ministro Fux.
APOLO – Deus Sol, da verdade, da cura dos males e doenças (do corpo, do espirito e da sociedade), liberal por princípio/meio/fim. Muito admirado em Roma, era um oráculo do futuro. Seus augúrios e vaticínios apavoram, principalmente aqueles que tem a cauda adhæsit (rabo preso). Dá-lhe Ministro Barroso, mas sempre lembrando que Apolo era volúvel em suas paixões.
ÁRTEMIS – Deusa da Lua, da caça e da virtude. Não precisamos de mais para compará-la ao caçador de corruptos do STF, aquele que vem batalhando diuturnamente pela virtude, Ministro Fachin.
ARES – Deus da guerra, da violência. Sempre beligerante e falastrão, parece-nos, às vezes, um pouco vetusto e impudico, mas é estrategista ímpar na batalha. Nosso imodesto Ministro Gilmar Mendes.
HEFESTO – O Deus coxo é o artesão da perfeição, cria mecanismos e engrenagens para o bem e para o mal. Mas em geral suas criações funcionavam com perfeição. Esperemos que seu símil tupiniquim, Ministro Celso de Melo, crie engrenagens para nosso bem.
DIONÍSIO – Deus do vinho, dos bêbados (!!), das festas e da insanidade. Às vezes confunde suas crenças.  posições e falas com o êxtase etílico das Festas Dionísicas (conhecidas como Bacanais em Roma). Em alguns aspectos assemelhando-se, também com a devida vênia,  ao Ministro Marco Aurélio.
AFRODITE – Deusa do amor, da volúpia e consequentemente da infidelidade (a quem deveria sê-lo). Age por paixão e gratidão aos antigos amores e convivas, tal e qual, nos parece, o Ministro Toffoli.
HERMES – Mensageiro dos deuses, deus das divinações e da magia é um grande e eloquente orador. Viaja velozmente entre o mundo dos deuses, levando pedidos, mensagens e decisões. Aqui enxergamos o Ministro Lewandowski,. Hermes também é, sugestivamente, o deus dos Ladrões.
Faltou HADES, Deus do mundo inferior, Rei dos Mortos, tem em sua alma traços de tudo que é ruim e imundo no mundo. Não vive mais no Olimpo Tres vires tupiniquim. Mas sonha em voltar e tomar de assalto o Monte Olimpo e o mundo. Dizem os boatos que está preso no inferno que construiu para si, em Curitiba. Reza a contragosto para seus pares no Olímpico STF: Ares, Afrodite, Hermes e, é claro, Dionísio, o deus dos bêbados, são o destino seus pedidos e orações.
O bom das lendas gregas é que ao final, bem ao final, de tudo o bem sempre prevalece, a humanidade (povo) vence. Claro que sempre contam com a ajuda de semi-deuses e heróis (temos os nossos). Mas no Olimpo, pelo menos na Mitologia, a humanidade e o bem prevalecem. Que na mitologia tropical também seja assim. 
Que os Deuses nos abençoem!

terça-feira, 27 de março de 2018

Obituário




FALECEU, tragicamente assassinada, no dia 22 de março de 2018 por voltas das 18h, a querida e sempre lembrada REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
A morte ocorreu por motivos ainda ocultos, na Praça dos Três Poderes em Brasília – DF.
A malfadada Senhora que já vinha sendo violentamente agredida, anos a fio, por políticos, corruptos, oportunistas, bandidos e bolivarianos teve seu assassínio perpetrado por 11 indíviduos mascarados e de capas pretas.
Deixa cerca de 200 milhões de órfãos que apesar de bancarem seu enterro não terão direito ao espólio pois este já foi vilipendiado pelos facínoras que a escravizaram, seviciaram e assassinaram.
O féretro sairá do local e percorrerá o caminho fétido dos porões de Brasília, arrastando junto as esperanças de milhões de brasileiros. O corpo permanecerá insepulto, em cova rasa aberta, no lodaçal da Capital Federal, para alegria dos abutres e chacais.
A festa para  ‘beber’ a morta terá lugar nos diretórios do PT e de outros partidos políticos país afora. Onde também será dividido, como de costume, o butim subtraído da falecida viúva.
Aos familiares, órfãos e amigos nossos sinceros pêsames!
Que Deus acolha em sua glória nossa saudosa República!
E que Ele tenha piedade das almas de todos os brasileiros!

P.S. (Post scriptum): Reza a lenda que a falecida poderá ressuscitar no dia 04 de abril ou nas eleições 2018. Para isto devemos orar por um milagre, em que Deus faça à luz sobre a Praça dos Três Poderes. Ou que as RUAS voltem a rugir, espantando as trevas e a canalhice.
OREMOS!

sábado, 14 de outubro de 2017

Uma semana confusa...prá variar!



Batendo cabeça
Enquanto o STF e o Congresso batem cabeça por causa de Aécio Neves, os outros corruptos saem de cena. Temer flana na Câmara em direção ao arquivamento do segundo processo e Lula aproveita para andar por ai leve, livre e solto.
Fora de foco
O maior beneficiado, ou melhor, os maiores beneficiados com esta confusão toda são Lula e o PT. Ficam fora de foco e podem ir por ai plantando suas teorias da conspiração. Claro que outros corruptos também se beneficiam, mas não como eles.
O Capo  e o erro induzido
O grande erro de nossos procuradores do MPF, proposital ou involuntário, é ter generalizado a corrupção. Claro que todos são ladrões! Mas colocar todos no mesmo saco é burrice! Temos aqui desde o ‘ladrão de galinhas’ ao ‘genocida social’. Não dá para igualá-los. E ademais sabemos que qualquer corporação, mesmo uma corporação de ladrões, tem uma cúpula e tem um chefe. No final da escada há um homem, apenas um homem, que é o Capo de tutti Capi, Lula!
Diferentes e iguais
 Tratar a todos como iguais faz com sejamos condescendentes com aqueles que institucionalizaram a roubalheira e a comandaram. Claro que o PT não inventou a corrupção brasileira, esta é endêmica. Mas o PT sob a batuta de Lula a organizou e institucionalizou,permitindo que todos roubassem desde que lhes destinassem uma parte. Ao colocar todos juntos geramos uma sensação de enojamento contra toda a política e isto é perigoso.
Dar nomes aos bois
É preciso dar nome aos bois, separar quem usou caixa dois de quem corrompeu e coordenou a roubalheira. E puni-los sim, mas de acordo com o que cada um fez. Quando generalizamos, minimizamos os pecados dos grandes ladrões. Este desânimo e confusão explicam um pouco a persistência do nome de Lula nas pesquisas recentes.
A conta que não fecha
Para os números das pesquisas eleitorais estarem corretos deveríamos ter cerca de 200% de votos. Não, não confio nestas pesquisas! Acho que contém erros grosseiros e que as perguntas induzem os resultados. Casualmente são sempre pró-Lula, que foi um pai para os ditos institutos de pesquisa, através de seus marqueteiros e rios de dinheiro de corrupção. Para Lula estas pesquisas são fundamentais para o discurso de perseguido político e isto não tem preço.
A verdade das urnas
Mas, sinceramente, qualquer pessoa com dois neurônios funcionais e, que não seja totalmente dominada pela ideologia, consegue perceber que o resultado das pesquisas só teria algum sentido se estas foram realizadas na saída de uma festa de sindicatos filiados à CUT. Mas a verdade só será vista nas entranhas das urnas.
As urnas...
 Isto é claro se conseguirmos um mecanismo, como a impressão de votos, que nos pemita aferir os resultados das eleições. Com as urnas eletrônicas atuais até Lula pode vencer e, ai as pesquisas manipuladas de hoje serviriam para ‘aquecer’ a fraude eletrônica. Não que eu não confie nas urnas eletrônicas, eu não confio é nas instituições políticas brasileiras. Ademais nossas modernas urnas só foram testadas em ‘democracias' como a Venezuela e a Bolívia. Fica a pergunta: Por que países da Europa, EUA, Canadá ou Japão ainda preferem o voto impresso? Voto na urna contado um a um. Por que será que estas democracias ‘atrasadas’ não usam nossas maravilhosas urnas?
Curtas e grossas
Comentários rápidos sobre a semana.
- A coerência do STF foi pelo ralo com a votação de quinta sobre o caso Aécio. Algumas vezes o STF é tão político (e politiqueiro) quanto o Congresso.
- Luiz Fux poderia ter evitado outro desgaste. O STF já havia decidido sobre Cesare Battisti. Por que  manter um terrorista assassino sob a proteção do Brasil? Que vá pagar seus pecados na Itália e no inferno. Já temos bandidos demais aqui!
- O Senado, mesmo com voto aberto vai salvar Aécio. O medo de outros que logo estarão na mesma situação é muito grande. Especialmente petistas e pemedebistas que estão na reta. Fritar Aécio pode significar cair na frigideira em futuro breve.
- O voto aberto será interessante, principalmente para ver a PETEZADA votar. E aí, o dilema, votar contra Aécio e receber o troco amanhã ou votar com Aécio e ser crucificado pela militância? Que dilema!
- A nova denúncia contra Temer é muito fraca vai ser sepultada. Mas a que preço?
- O preço não é só o referente a cargos e emendas. O grande preço que pagamos foi a paralisação da reforma da previdência e a volta da recessão. Ainda bem que a reforma trabalhista e outras mudanças estão passando desapercebidas nesta confusão. Algo de bom tinha de advir.
- E a novela de Lula e dos recibos. Qualquer simples mortal já teria entregue à justiça os originais. Por que será que Lula não quer entregá-los? Pelo mesmo motivo que o hospital não enviou a justiça a confirmação da visita do advogado de Lula ao proprietário do apartamento. Medo de descobrirem a fraude! Só isso!

A semana que vem promete!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O Bacanal




Para variar, vou reclamar e criticar, mas faz parte!
Sabem o Brasil é um país ímpar cada, cada dia uma estripulia, cada dia uma desgraça.
Posso parecer pessimista, mas não consigo ver a luz no fim do túnel, tenho a sensação que cada vez vamos mais fundo, fico pensando se a saída do fundo do poço não é para o outro lado e ao invés de sair estamos cavando mais e mais.
Sei que a economia está estabilizando ou parando de piorar, o que já é um alento. Mas todo dia temos uma enxurrada de besteirol, sacanagem e caradurice assolando o país. Isto é revoltante.
Já acordo pensando qual é a desgraça de hoje? E basta ligar a TV ou ler o jornal que ali estão várias e diversas desgraças, à livre escolha do freguês.
A de hoje, entre outras tantas foi ter de aturar o show tenebroso em que transformaram a sabatina do indicado ao STF Alexandre Moraes. Cada idiotice, cada grosseria que parecia uma briga de bordel não o Senado Federal.
Alexandre Moraes é um jurista competente e tem posições jurídicas e políticas claras, ponto. Sua indicação foi legal e constitucional e ele tem os pré-requisitos para ocupar o cargo, ponto de novo. 
Ter de aturar a hipocrisia e a cara de pau de Lindbergh Farias, aquele líder estudantil que não terminou a Faculdade e foi ganhar dinheiro sendo político. E mais os discursos sem nexo da Vanessa Grazziotin, a comunista do capital alheio nortista e da ré Gleisi Hoffmann que veio querer falar de moral.
Moral Senadora? Olhe para os pés de barro de sua família e de seu partido, ai veremos quem tem alguma moral. A próxima eleição lhe fará justiça. Mas a Senhora tem sorte, pois mora em Curitiba. Vai ficar perto de casa!
E por último a Senadora Fátima Bezerra, só faltou o grito de ‘é górpi’ (sic). O partido que indicou o seus advogados, que ocupavam cargos no Governo, leia-se os Ministros Dias Toffolli e Ricardo Lewandowski quer pregar moral de cuecas. Valha-me Deus! 
Só faltam as cuecas estarem cheias de dólares.
Foi uma baixaria e uma desconsideração com a constituição, com o sabatinado e com o povo. Esta malta acha que o povo ainda tem memória curta. 
Por falar em malta, o senador Magno Malta foi de novo irrepreensível. Perfeito! Senador mude seu domicilio eleitoral para o RS, quero votar no senhor.
Em tempo Alexandre de Moraes, até agora foi irretocável, nesta sabatina ou melhor palhaçada. Não era meu candidato preferido, preferiria o Dr. Ives Gandra. Mas dada a atual conjuntura creio que será um bom Ministro no STF. 
Mas olhem lá, que zorra! Esta turba perdeu a noção dos limites. Não respeitam mais ninguém, nem o povo que os elegeu. E agora estou falando da quase totalidade de nossos políticos. Poucos se salvam.
Sabem, me disse um amigo que a promiscuidade na política brasileira está tão grande que em Brasília os políticos estão sendo expulsos até de suruba. POLÍTICO EXPULSO DE SURUBA?!
É! Nem quem participa de bacanal aguenta mais tanta sacanagem desta gente. Político brasileiro anda mais promíscuo que rendez-vous na zona. Deve ser reflexo do que aprenderam em casa com as digníssimas mães deles.
Só não esqueçam que passado o Carnaval vêm às águas de março e o Zé povinho está de saco cheio. Nós, vamos fechar a zona e cobrar a conta. Vocês, os senhores do Brasil, estão prontos para pagá-la?
Encerro por aqui transmitindo meus desejos de carnaval a esta corja de safados. Traduzirei a frase em 3 versões para agradar os chatos dos politicamente corretos, os nossos zintelectuais e, é claro em bom português.
Senhores que neste carnaval Vossas excelências aproveitem e...:
(Tradução Para Politicamente corretez) - Vão ter um afável convívio com a leviana da Vossa progenitora!
(Tradução para os zintelectuais) - Vão visitar a mundana de sua mãe!

(Tradução em bom português) – Vão prá puta que os pariu!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Teatro do absurdo





O Brasil é um teatro ou um circo, conforme o gosto do freguês. E ao mesmo tempo é um absurdo!
Bingo! Descobri! Fantástico! Não vivemos em um país. Não, o Brasil não é uma nação, não é uma pátria, não é um lugar. É uma utopia imaginária (a redundância é proposital) à qual estamos atrelados.
Ou melhor, o Brasil é um roteiro, um script. Uma peça teatral, sem pé nem cabeça, estrelada por 200 milhões de atores ou de palhaços, dependendo do observador.
Somos um Roteiro de uma peça do Teatro do Absurdo. Um roteiro digno de ser comparado com as obras-primas de Eugène Ionesco. Olhem por aí vocês logo enxergarão a beirada do palco, a plateia lotada de espectadores incrédulos. Dá para ver os camarins, há até a parte luxuosa reservada aos canastrões de Brasília.
Olha!  Ali! Ali estão os cartazes. Qual é o nome da peça? Brasil a utopia do absurdo.
Brasil a utopia do absurdo, que nome significativo, relevante, ao mesmo tempo não diz nada e diz coisa nenhuma. Mas retrata muito bem o que é o nosso país.
E lá vamos nós ‘barbarizando’ na interpretação do roteiro, a concentração dos atores é fenomenal, parece time de futebol momentos antes da grande final.
Os políticos regem e orquestram ‘os absurdos’, alguém diz que a peça foi superfaturada, outro vocifera que desviaram o dinheiro da bilheteria. Tudo absurdamente normal. Afinal, estamos na terra, ou será teatro, do absurdo.
Mas nada, nada tira a atenção da claque. Vamos entrar na Sapucaí, quero dizer no palco, vamos ser estrelas (opa!!!!! Estrelas? vermelhas?), vem aquele aperto, um deja vu. É melhor parar por aqui.
 Que nada, bola prá frente vamos encenar o nosso futuro. O futuro do/no país do futuro!
Convenhamos no dia-a-dia, as manchetes de jornal do Brasil parecem ou não um roteiro do teatro do absurdo. Para quem não sabe Teatro do Absurdo refere-se a obras teatrais que tentam retratar de forma pouco convencional ou totalmente non sense aspectos inusitados e peculiares da existência humana e da sociedade. É uma forma de teatro que tenta ‘explicar’ de um jeito digamos absurdo, os absurdos do convívio em sociedade.
Teve no romeno Eugène Ionesco um de seus maiores representantes. Ionesco mais que ridicularizar as situações mais banais, retratava de uma forma tangível a solidão do ser humano e a insignificância da sua existência em contraponto as práticas caóticas e ridículas impostas pela sociedade.
Nasce do Surrealismo, sob forte influência do drama existencial, tecendo críticas à sociedade e difundindo uma ideia subjetiva a respeito do obscuro e daquilo que não se vê e não se sente. A principal fonte de inspiração dos dramas absurdos era a burguesia ocidental, que, segundo os teóricos do Absurdo, se distanciava cada vez mais do mundo real, por causa de suas fantasias e ceticismo em relação às consequências desastrosas que causava ao resto da sociedade. 
É ou não é a cara do Brasil?
Se pensarmos bem nossos ‘desgovernos’ parecem com o Mestre da peça homônima de Ionesco. Todos saúdam o Mestre, todos esperam pela chegada do Mestre. O Mestre é aquele que sabe tudo, aquele que vai resolver tudo. Então entra o Mestre e o Mestre não tem cabeça.
Um interlocutor grita: “olhem o Mestre não tem cabeça e todos os demais lhe respondem ‘para que cabeça? Ele é o Mestre e isto basta”. Mais ou menos o que querem nos incutir, goela abaixo.
Olhem o Lula! O pai dos pobres! Mas e o mensalão? E o petrolão? E o Triplex? Não interessa é o Lula, o redentor do Brasil, o resto, inclusive sua opinião, não importa. É o Lula, basta! Pelo menos para os idiotas e para os canalhas.
Ou então, as vezes não lhes parece que somos governados por alguém aparentemente ‘sem cabeça’. É o Mestre, faz parte do roteiro.
O Brasil é um Tratado aberto de Patafísica. Patafísica é ciência das soluções imaginárias e das leis que regulam as exceções. Frequentemente se expressa por meio de uma linguagem aparentemente nonsense, resultando em um modo pessoal e anárquico de explicar o absurdo da existência. Se parece ou não com o Congresso ou STF?
Mas por um lado é até bom. Se tudo não passa de uma peça teatral chegará a hora derradeira em que a peça acabará. Sabe aquele momento em que as cortinas baixam, a plateia aplaude e voltamos para a realidade.
Escutem! Acho até que está acabando. Ouço palmas ou serão vaias? Melhor não arriscar, hein! Certamente são gritos. Gritos de protesto.
Putz! A plateia acordou. Os canastrões estão fugindo. O palco pegou fogo e o teatro está vindo abaixo. Deve ter sido uma obra da Odebrecht.
É vivemos um conto triste até agora. Um roteiro absurdamente digno dos Mestres do Teatro do Absurdo. Mas não esqueçam que a plateia um dia acordará. E aí o teatro virá abaixo. Pelas palmas ou pelas vaias? Saberemos, em breve!
Até lá como dizem os franceses...Mérde! Quebrem a perna!







quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Pensamientos cortos pero profundos(Pensamentos curtos mas profundos)



- De férias não me aprofundei muito nos ocorridos da Terra brasilis, mas sempre podemos dar alguns pitacos sobre o dia-a-dia.
- Passando por Uruguai e Argentina pude perceber que a crise não é restrita ao Brasil, pegou forte por aqui também.
- Mas o que fica claro em todas as conversas é simples: a culpa é dos Governos populistas bolivarianos, que também assolaram estas terras.
- Claro que por seu tamanho a crise brasileira também afeta os hermanos, uma pena pois perderam todos, menos estes criminosos que nos governaram.
- No Uruguai se comenta que o atual Presidente Tabaré Vazquéz, em que pese ser da mesma frente política de Pepe Mujica, está tentando refazer e reconstruir o país. Consertando as bobagens do antecessor. Calculam que deverá levar 20 anos para consertar tudo.
- Já o estrago feito pela crise brasileira por aqui é imenso. O Uruguai, por ser pequeno acaba sendo muito afetado pelo Brasil, deve levar mais 20 anos para arrumar o reflexo de nosso petismo por aqui.
- Aqui me disseram também que a imagem de popular, de povo, cultivada por Mujica era puro engodo. Só dirigia o Fusca velho perto da imprensa estrangeira, a mesma imprensa de esquerda que ele recebia na casa velha da Granja. Isso tudo era só para gringo ver. No dia-a-dia usava carros modernos e vivia no Palácio ou em Hotéis de Luxo, quando viajava.
- Criou o mito de ser do povo, só o mito. Gostava do luxo como todo esquerdista e, como todo esquerdista, gostava do luxo pago com dinheiro dos outros.
- Parece que Lula fez escola, fez com que proliferassem pela América latina uma horda de caras-de-pau e mentirosos passando-se por salvadores da pátria.
- Na Argentina outra observação interessante, me disse um amigo porteño: “Por aqui matam o Promotor (Caso Nismann) por lá um ‘acidente’ de avião (Caso Teori) e ‘eles’ – Lula, Cristina, Dilma- continuam soltos".
- A indignação é grande entre los hermanos, querem Cristina ‘La Loca’ presa ou em manicômio. Nós, de nossa parte, queremos Lula na cadeia, de preferência em Curitiba.
- Falando de tudo um pouco, creio que a tragédia ocorrida com o Ministro Teori foi de fato um acidente, uma destas tristes coincidências do destino.
- Não creio nas teorias da conspiração que pululam por ai, como não creio em bruxas. Mas como dizem os espanhóis: “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”. Portanto hay que investigar.
- É uma lastima o que ocorreu com o ministro Teori, perdemos um grande magistrado, um cidadão exemplar e um homem íntegro. Devemos seguir em frente para honrar seu legado.
- Como disse o eterno Senador Pedro Simon esta (a perda do Ministro Teori em um momento crucial) pode ser uma prova de que Deus não é brasileiro, como nos tentaram fazer acreditar. Para nós Deus é sim brasileiro, mas mudou-se para Miami no primeiro governo do PT.
- Quanto a novela de seu substituto cabe a Temer indicá-lo, só isto. E ao Supremo cabe parar com as divagações e nomear o novo relator da Lava-jato. Homologando logo as delações. A vida segue...
- Na minha opinião o melhor relator seria Celso de Melo, senão talvez o Ministro Fachin, nenhum outro.
- Para substituir o Ministro Teori há muitos nomes. Mas advirto aqueles que torcem por Sérgio Moro, deixem de ser burros. Moro no STF acabaria com a Lava-jato. É tudo que o PT, Lula e políticos corruptos querem.
 - Se for para o STF Moro não pode relatar a Lava-jato e como já julgou pessoas na primeira instancia está impedido de votar em qualquer ação que envolva a Lava-jato. Simples assim, nomear Moro para o STF o afasta completamente da Lava-jato.
- E mais fica muito fácil colocar um Juiz escolhido a dedo na primeira instância e ai…ai La nave va.
- Portanto fiquem quietos e não deem uma de inocentes úteis que estarão apenas favorecendo os corruptos.
- Mas Sérgio Moro não aceitaria uma indicação agora para o STF, por quê? Porque não é burro. Ou alguém aí acha que desde a era Dilma ele já não foi sondado para promoções à desembargador ou para tribunais superiores. Claro que foi e como vimos deve ter dito um sonoro não.
- Hoje para substituir o Ministro Teori o melhor nome é o do Ministro Ives Gandra. O STF está extremamente politizado, tem poucos conservadores e ainda menos ministros de pensamento liberal. 
- Ives Gandra é bastante conservador e vai fazer o contrapeso ao socialismo radical do Ministro Roberto Barroso.
- O Ministro Ives Gandra Martins Filho é um competente e íntegro jurista, de notório conhecimento. Homem firme e de princípios sadios. Cai como uma luva no atual STF.
- Ademais se observarmos a imprensa a soldo e as esquerdas, já começaram a inventar falácias e mentiras sobre o Ministro IVES Gandra. Mais uma prova de que ele é o homem certo para o STF.
- Para finalizar chocou-nos o AVC sofrido pela ex - Primeira Dama Dona Marisa. Desejamos sinceramente seu pronto restabelecimento, sem nenhuma sequela.
- Cabe-nos comentar que Dona Marisa teve sorte de vive em um país onde o SUS implantado pelo PT funciona tão bem. Somente um pronto atendimento de urgência e com competência pode salvar uma vida nestas situações.
- Ah! Perdão, me esqueci. Dona Marisa não foi atendida pelo fantástico SUS e sim no Hospital Sírio-Libanês. Mas mesmo assim está se recuperando bem. Como dissemos é uma mulher de sorte.
 - Que se recupere bem e sem traumas. E que a Senhora possa viver muitos anos para ver com seus próprios olhos o desfecho final das ‘obras’ perpetradas por sua famiglia.

Fico por aqui um abraço à todos.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Separação de Poderes?????



               No Brasil tudo é superlativo. Queremos fazer a copa das copas, queremos ter o melhor futebol do mundo, o maior estádio, etc.. Claro vivemos em um país de dimensões continentais e algumas realidades brasileiras são realmente traduzidas em números muitos grandes até, digamos, superlativos.
                     Na realidade nos especializamos em ‘super’...tudo, superfaturar obras, superdimensionar prazos, superar metas de gastos, de ‘sub’ só subestimamos a inteligência do povo brasileiro. Conseguimos alguns recordes é verdade, por exemplo somos os ‘felizes’ detentores do recorde mundial em esquemas de corrupção, o Petrolão (e todos os outros ‘ãos’ que ai estão ou ainda surgirão) e do Partido Político mais Corrupto da história (o PT).
                    Em parte estes mandos e desmandos são reflexos ou são refletidos pelos nossos poderes republicanos. Conseguimos misturar interesses e práticas políticas de tal forma que o exercício do Poder ou dos Poderes no Planalto Central parece mais, perdoem-me o termo, uma suruba de minhocas. Todos querem fazer tudo e ninguém o que deve fazer.
                     A separação de poderes é essencial ao bom funcionamento de uma nação, especialmente de uma nação continental como o Brasil. Separar os poderes de uma nação não é nem uma ideia nova, Charles-Louis de Secondat, o Barão de Montesquieu, já os preconizava no século 18.
                  Mas no Brasil de hoje o que temos é uma mistura de atribuições e poderes, onde ninguém sabe o que faz, nem faz o que deve.
               Temos um Legislativo que quer administrar e está mais preocupado com cargos e em gerir verbas do que fazer aquilo que é sua atribuição constitucional, ou seja, legislar e fiscalizar. Aliás nossos legislativos, da menor Câmara de Vereadores do país ao Senado Federal, só legislam em causa própria e têm como preocupações principais cargos, verbas e emendas. Nossos legisladores querem fazer as funções do executivo e muitos se elegem exatamente assim, prometendo fazer obras e ações típicas do executivo.
O povo brasileiro não sabe quais as atribuições de cada poder e muitas vezes embarca no canto da sereia. Que falta fazem aos nossos estudantes disciplinas como as antigas OSPB (Organização Social e Política do Brasil) e EPB (Estudo dos Problemas Brasileiros), ali se estudava exatamente isto, como se organizava a sociedade brasileira, quais as atribuições do serviço público, dos poderes constituídos. Claro foram varridas para o lixo da história e defendê-las faz os esquerdopatas babarem vermelho de raiva. Mas tenho certeza, sem entrar no mérito ou demérito de outras disciplinas, que seriam, com qualquer nome que tivessem, tão ou mais úteis que artes ou educação física.
Nosso Poder Executivo abusa do corporativismo e passa mais tempo tentando compor ‘ governabilidade’ do que governando. Nosso executivo ‘legisla’ muito por Normatizações, Medidas Provisórias e Decretos e pouco ‘executa’, amarrado nos meandros criados pela confusão dos poderes.
O Judiciário vem retomando sua importância e fazendo algumas ações salutares e interessantes para o país. Mas cada vez mais vem fazendo o trabalho de legislar. Parece-me que nossos juízes e ministros querem cada vez mais desempenhar o papel de legisladores. Esquecem-se Vossas Excelências que cabe ao judiciário interpretar as leis e não criá-las. Não existem Legisladores de Toga. E a continuar com esta tendência temos de tomar cuidado pois poderemos sair de uma Ditadura branca Cleptocrática, destes 13 anos de PT no poder, para uma Ditadura Togada. Lembrem  que nenhuma ditadura nos serve.
O STF vem legislando nas omissões do Poder Legislativo, não deveria, mas o faz e se justifica pela inércia do outro poder. Mas ultimamente se arvora a fazê-lo mesmo quando não há omissão, como por exemplo no caso do aborto de nascituros de até 3 meses, invencionice oportunista do Ministro Barroso ratificada pelos demais membros de sua Turma no STF. Algo que não encontra nenhum respaldo em nossa legislação. Esperemos que o Pleno do Supremo corrija este equívoco derivado da arrogância togada.
Vou ao contrário da maré, pelo menos neste trecho do comentário, precisamos sim de um controle sobre o judiciário. Não nos termos propostos na madrugada pelos ‘ratos’ corporativos do legislativo, não com a criminalização do ato interpretativo do magistrado, não com a possibilidade (ridícula) do Senado julgar magistrados, isto é um caos, é inadmissível, fere o Estado de Direito. Mas como em todas as profissões temos bons e maus magistrados e a Lei da Magistratura é muito branda. Juízes erram e muitas vezes agem propositadamente de forma perniciosa e no máximo são aposentados, como em diversos casos de juízes corruptos aposentados aos 40 anos de idade. A juíza que mandou prender a menina de 16 anos em uma cela lotada de bandidos, por exemplo, não foi presa ou condenada, apenas foi aposentada. Isto também tem de mudar. 
Pode não ser a hora, teremos de discutir mais, aprofundar o debate, mas temos sim de regular a magistratura, sob pena de em breve estarmos sob a égide de outra ditadura.
Sobre o afastamento de Renan Calheiros uma parte de minha pessoa comemora a outra fica muito apreensiva, por quê? Explico, temos uma urgência que é a PEC do Teto dos Gastos, qualquer alteração ou percalço nesta votação pode descarrilhar o país de novo. 
E, convenhamos, ter como Presidente do Senado um petralha como o Senador Jorge Vianna é trocar seis por meia dúzia e colocar em risco estas reformas essenciais ao país. 
Pior, acho que a interpretação que levou a decisão do Ministro Marco Aurélio foi muito mais política do que técnica e em razão desta visão a decisão poderá ser revista pelo Pleno do Supremo gerando uma sensação de impunidade muito grande. 
Renan Calheiros representa tudo de ruim e podre que a política brasileira pode mostrar ao mundo, mas o fato que hora leva a seu afastamento é frágil. E, mesmo que sobre a cabeça de Renan existam  diversas espadas de Damôcles, a que hora pende não é tão relevante quanto as demais.
Mas, voltando a vaca fria, regojizo-me com o afastamento de Renan Calheiros ao mesmo tempo que assusto-me com um Petista na Presidência do Senado.

E toda esta ebulição é fruto do que? É fruto da confusão carnavalesca e surreal que os nossos poderosos e líderes fazem com as funções e atribuições dos três poderes da República.           
Esperemos que um dia no Brasil tenhamos um Poder Legislativo que legisle e fiscalize, um Poder Executivo que faça a Gestão (que execute) e um Poder Judiciário que julgue. Só isso, nada mais! Nada menos!