domingo, 12 de julho de 2020

A UNIVERSIDADE PÚBLICA É O LIXO DA POLÍTICA – PARTE IV




            Continuando minhas reflexões a cerca da política suja que se faz dentro das Universidades Públicas brasileiras e, que é reflexo ou é refletida (creio que um pouco dos dois) na sociedade brasileira, especialmente nos nichos mais elitizados e/ou pseudo-intelctualizados, trago estas últimas reflexões.
Agora vejo, mesmo depois de 4 colunas escritas, que há muito mais o que falar. Na condição de docente são mais de 25 anos neste meio, mais o período de aluno, vi, presenciei e ouvi muita coisa. E, mea culpa, calei-me e fiquei indiferente para muito também.
Creio que também não posso ser apenas crítico. A crítica pela crítica é apenas o resultado de uma observação covarde e/ou rancorosa. Homens de verdade devem ser críticos e reflexivos, mas também devem ser, obrigatoriamente, propositivos. Portanto a partir da próxima quarta farei uma ou duas colunas com a minha reles opinião sobre o que precisaríamos fazer para mudar. Hoje nesta coluna final farei algumas ponderações e apontamentos pontuais, algumas vezes sem aprofundar discussões pois isto demandaria muita escrita, mas tenham certeza que foi tudo muito refletido.
Como já lhes afirmei a ‘endogamia acadêmica’ é um problema sério nas Universidades, pois faz com que apenas aqueles com pensamentos e ideologias semelhantes ao status quo dominante consigam vagas na academia. E aí desaparece qualquer possibilidade de embate de ideias, de mudança de paradigmas e de avanços. Os departamentos passam a ser ninhos de um pensamento doutrinário e centralizado e passam a ser reacionários a qualquer mudança, mesmo e, principalmente, quando esta vem de fora, do mercado e, aponta a necessidade de adequações e ajustes que desacomodam seus membros.
Também este fato de que o privilégio formativo, ou seja, ser bolsista do mesmo departamento ou professor da iniciação científica (na graduação) ao pós-doutorado, faz com que este novo professor seja bom escritor científico, cheio de publicações (o que segunda a CAPES faz dele um cientista, mesmo que jamais produza uma patente) e operador competente de rotinas de pesquisa e laboratório. Mas nunca teve uma experiência no mercado de trabalho, nunca esteve em um chão de fábrica.
Daí é fácil achar que o mercado é perverso, que o capitalismo é selvagem. Alguém que não conhece a realidade do mercado, da indústria e que recebe seu sustento, regiamente pago, pelo Estado pode tecer críticas e posicionar-se contra aquilo que desconhece a produção privada. O problema é que este indivíduo que nunca esteve em uma fábrica e só visitou uma obra no estágio é quem vai formar nossos futuros profissionais técnicos e engenheiros. 
O professor que só vai em escola pública em época de campanha eleitoral pedir voto para os ‘companheiros’ do partido, nunca põe o pé no barro e discute educação brasileira em congressos no exterior ou em hotéis na praia. Isto é claro, depois de 12 ou 15 anos, como bolsista, na Universidade, sendo bombardeado por Paulo Freire e outras pragas. Que a única coisa que fez além disto foram manifestações, invasões, protestos e quebra-quebra ao estilo blackblocks, sempre protegido pelo ‘direito’ de protestar, segundo eles e seus mentores, contra o fascismo e pela democracia (o conceito de democracia destas criaturas é muito diferente do meu, graças a Deus). Este indivíduo, depois de tudo isto, desta vasta experiência, é quem vai, sem nuca ter alfabetizado alguém, é quem vai formar os professores de nossos filhos e netos. Só podia dar em merda!
E, quem já participou de uma banca de concurso público sabe, há muita ‘discricionariedade’ nestes concursos, portanto se ninguém parar os pés dá para manipular. Até porque o candidato preferido tem ótimo currículo vitae só não teve experiências de vida, mas para que ter experiências? A Universidade lhe ensinou tudo o que precisa para viver na bolha. 
Este sistema também facilita aos que tem ‘oportunidades’, os famosos filhos de alguém, que por competência própria ou dos pais acabam entrando no ciclo das bolsas e daí seguem para a almejada e comemorada vaga de professor, consolidando autênticas dinastias.
Outra coisa preocupante é a DE, Dedicação Exclusiva, que é a remuneração para que o professor não tenha nenhuma outra atividade e dedique-se apenas à Universidade. Antigamente os professores faziam concursos sem DE e tinha de apresentar, periodicamente, um plano de trabalho. Depois os concursos passaram a ser já com a previsão de DE. Mais recentemente os concursos voltaram a ser sem DE, mas a pedido a mesma é concedida no momento do ingresso.
Vejam bem a DE, nas IFES (Instituições Federais de Ensino) representa cerca de 160% sobre o salário, sem a DE nossos vencimentos não seriam tão atrativos. Isto compele todos, ou praticamente todos os professores a solicitarem DE. Também tenho DE e não me considero demagogo. Procuro prestar consultoria através de projetos de extensão para agricultores familiares e pequenas indústrias, sem custo, isto me mantém próximo do mercado e sociedade. Também realizo, as minhas expensas, visitas técnicas em indústrias e na área produtiva com frequência.
Esta é uma realidade, que ainda bem, se reflete bastante na área agrária e de engenharias. Na medicina, odontologia e direito a DE não é tão frequente, mas os números vêm crescendo. Mas na área de humanas, onde é quase de 100%, a ojeriza ao mercado faz com os professores se isolem na bolha.
O que fazer, um pitaco apenas. Incorpore-se as DE’s (não pode, por lei, haver redução salarial), libere-se os professores ao mercado, cobre-se rigidamente o cumprimento dos compromissos na Universidade. E, conceda-se DE apenas aqueles bem mais antigos (Titulares p.e.), com produção relevante e sob condicionantes, como por exemplo, não poderem fazer greve. A DE pode ser também temporária e com a renovação condicionada a planos de trabalhos apresentados periodicamente e de interesse público.
Também pode-se liberar e incentivar a contratação de professores de tempo parcial, isto também abriria campo de trabalho, através destes professores já inseridos, para os alunos.
A questão da DE gera outro problema, a burla. Como era muito difícil dar em alguma coisa muitos professores tocam, mais ou menos disfarçadamente, outros negócios. Felizmente nos últimos 3 anos (de forma mais frequente) isto começou a mudar e quem burla a DE tem sido submetido as punições da lei.
Também podemos citar rapidamente a autonomia que as IFES têm para criar cursos, da livre vontade de seus professores e dirigentes. Sem nenhuma demanda da sociedade ou expectativa de empregos, criados a partir do desejo ou da pesquisa de pós-graduação de um professor. Presenciei a criação em uma Universidade, do Curso de graduação em Dança-Teatro, não é dança nem teatro, estes cursos já existiam. Dois professores voltaram do pós no exterior, brigaram com os demais e criaram seu próprio curso (tive de procurar no google para descobri o que é), tiveram vagas para professores, investimento de capital, material. Só não tiveram alunos.
Por que as IFES não podem se submeter a uma análise do MEC para criar seus cursos como as privadas têm de se submeter? Garanto que economizaríamos muito dinheiro.
Por último três pontos, apenas citados para reflexão: os Conselhos Superiores, as lideranças estudantis e os nichos de resistência política.
Os conselhos universitários são compostos majoritariamente por professores, servidores técnicos e alunos das IFES. Os representantes da Comunidade são poucos em geral de 2 a 5 e nomeados pela conveniência do Reitor que os convida ou indica (no caso de representante do MEC) entre seus pares políticos ou conhecidos. Nas Universidades são 70% de docentes e 30% do resto da comunidade. Nos Institutos Federais é pior pois a representação é paritária (1/3 professores, 1/3 técnicos e 1/3 alunos). Um verdadeiro absurdo que os alunos tenham o mesmo peso de professores, basta refletir que um indivíduo em formação e imatura tenha poder de influenciar a escola que forma. É surreal!
Mas, em suma, o que destaco aqui é o fato de que a sociedade, o mercado, o povo, a origem e destino dos alunos e dos futuros profissionais que dali egressarão. E, ao fim e ao cabo, para quem a Universidade deve destinar seu trabalho, pois é quem paga a enorme conta, não tem representação nos “Egrégios” Conselhos que as administram.
As representações estudantis são o que todos sabem. Nicho disputados por partidos de esquerda. Massa de manobra para apoiar protesto invasões, depredação do patrimônio e formação de militância. Além, é claro de espaço livre para maconha, outras drogas, sexo, suruba e putaria. Corrupção pode entrar no rol basta lembrarmos da CPI da UNE que nunca sai do papel e que deveria apurar os desvios da UNE no dinheiro público que receberam. 
Temos a ex-presidente da UNE Marianna Dias que não era mais estudante. Marianna passou no vestibular da Universidade Estadual da Bahia no segundo semestre de 2009 e desligou-se do curso no segundo semestre de 2015, sem concluí-lo (6 anos e não concluiu um curso de 4 anos).
E, se quiserem ter uma noção do que é a política estudantil nas Universidades Públicas vou citar apenas 3 ex-presidentes da UNE, que também estão inscritos na bela lista de apelidos da Odebrecht: José Serra, Lindembergh Farias (que não concluiu a graduação já que virou político do PT) e Orlando Silva. Preciso dizer mais?
Por último “Vossas Magnificências”, como pregava o protocolo de tratamento, suspenso por decreto do presidente Bolsonaro (ainda bem), Vossas Excrecências, quero dizer, magnificências, são os Reitores. Os Reitores eleitos e aboletados em seus cargos, apoiados por um grupo de frente, bem pago pelo erário, de interesseiros e representando interesses, quase sempre, político partidários.
Os Reitores, nesta sistemática, se encastelam nas Reitorias e defendem seus interesses e de seus patrocinadores. E qual é atônica disto. Defender os interesses do Grupo e que se foda a sociedade. Duvidam? Reflitam que as Reitorias da Universidade são os loci de resistência a políticas públicas amplamente debatidas pela sociedade e descritas na forma de lei como: as BNCC, o novo ensino médio ou os novos currículos de licenciaturas. Não importa se é bom para a sociedade, apenas importa é que politicamente são contra e usam para isto o argumento da autonomia universitária (outro ente teratológico criado por nossa constituição, que discutirei em outro post).
Novamente, duvidam? Busquem saber quantas aulas e atividades as Universidades Públicas e Institutos Federais próximos de vocês estão ministrando na pandemia. Verão que, com raras exceções, não há nenhuma atividade. Também questionem o que de relevante estão fazendo (fora os Hospitais Universitários, que não são administrados pelas Universidades e, sim, pela EBERSEH – MEC) na pandemia. Provavelmente produzindo alguns litros de álcool gel, fazendo algumas pesquisas científicas, a maioria para reforçar o pandemônio e o obituário. E, é claro, reforçar o discurso dos ‘terra-paradistas’, do ‘fique em casa’. Há louváveis exceções, sim, mas são minoria. Uma minoria que merece parabéns. Mas o que fazem nossas casas da ciência neste momento? Proselitismo político, na maioria das vezes.
Por isso urgem mudanças, ou vamos ficar patinando ad eternum, vou na próxima semana dar pitacos, sob o que minha vivência indica serem caminhos.
Mas reitero temos que mudar e, muito, nossa Universidade Pública para que deixe de ser: O LIXO DA POLÍTICA BRASILEIRA.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

A UNIVERSIDADE PÚBLICA É O LIXO DA POLÍTICA – PARTE III





Levei um puxão de orelhas didático dos colegas Professores Maurício Assuero e Arael por algumas imprecisões. Mas vejam que os dois primeiros textos, conforme comentei são republicações de 2017, quando ainda vivíamos sob o desgoverno Dilma Roussef.
Quase tudo que está ali ainda é válido e, sim, as Universidades Públicas são um antro das esquerdas reacionárias (hoje muito reacionárias e, antes de me criticar dizendo que reacionária é a direita, procurem no dicionário o significado da palavra), são um local de extremo compadrio e são locus de política, quase sempre suja, e muita politicagem.
Houve avanços a partir da chegada de Temer ao Governo e tentativas, quase sempre boicotadas por todos os atores com poder para isso (STF e Congresso), do Governo Bolsonaro.
Mas a bem da verdade cabem alguns esclarecimentos. As Universidades e Institutos Federais não podem estipular os salários de seus professores e servidores estes são estatutários e regidos pelo RJU. Já algumas Universidade Públicas Estaduais podem e definem, dentro de limites seus salários.
Esta autonomia é muito forte nas Universidades Paulistas (USP, UNESP e UNICAMP) onde os Conselheiros eleitos pelos servidores e, eles mesmos servidores, ganham remuneração o jeton para participar dos Conselhos, onde se decidem toda a vida universitária, inclusive salário. Lembrem das manchetes em 2014/2015 a USP gastava 105% de seu orçamento em salários. De lá para cá não melhorou muito e o gasto gira em torno de 85% do orçamento.
Nas Federais a folha pertence ao rombo do Governo Federal e orçamento é apenas para despesas de custeio e capital, mas se incorporarmos a folha no orçamento das IFES (Instituições Federais de Ensino), as despesas de pessoal vão beirar 80%.
Melhorou muito a democratização e a distribuição de verbas a partir de 2017, com a necessidade de editais para distribuir verbas e bolsas de pesquisa e extensão. Mas reitores e diretores ainda podem direcionar obras e projetos para seus grupos políticos.
Ainda temos as bolsas, cabem ressaltar que hoje a maioria exige editais de seleção, mas há diversas bolsas que ainda podem, ou mesmo sem poder, são distribuídas ao bel-prazer do gestor. Bolsas para EAD (embora as IFES, na pandemia, não estejam fazendo aulas EAD porque (sic) não tem estrutura ou professores preparados. Lembro-me em 2016 o tal do PRONATEC, aquele da Dona Dilma, um pró-reitor tinha o controle de 16 bolsas de R$ 4500,00 (e bolsas não tem desconto) de Coordenação, todas regiamente distribuídas de forma democrática entre seus apoiadores, casualmente com a mesma filiação partidária.
Isto ainda bem acabou. Mas ainda temos os Cargos Comissionados, são muitos e com valores altos. As Universidades e Institutos Federais (IF’S) receberam muitíssimos nos anos 2010 a 2012. Viraram cabides de emprego. Aquilo que antes funcionava com um Chefe e um ou dois ajudantes hoje só funciona com 5 ou 6 chefes, assessores e ajudantes dos ajudantes.
Nos IF’s a coisa ainda é mais grandiosa pois se nas Universidades Federais um Diretor ou pró-reitor recebe CD-3 (bruto aproximadamente R$ 4800,00) nos IF’s recebe uma CD2 (bruto R$ 5600,00) e são centenas. Considerem que os estados têm pelo menos 20 Campi de IF (a maioria tem mais de 60 Campi) e que cada Campi tem uma CD2 e outra tantas CD’s façam a conta do gasto. Cidades minúsculas com Campus com 600 alunos tem 4 ou 5 CD’s. Não esqueçam que ela adiciona ao salário do professor. Um Professor Titular com CD2 pode chegar a um salário bruto na faixa de R$ 25.000,00.
Temos outra excrescência, da qual as Universidades Federais estão livres, mas pulula nos Institutos Federais. A tal da RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências), foi criada para atender aos professores mais velhos, que segundo o sindicato não puderam se qualificar, mas por um erro atende a todos.
Os professores ingressam e a primeira coisa que pedem é a RSC. Funciona assim, o professor comprava o cumprimento de alguns requisitos, pontua e recebe por uma titulação acima da que possui. Ou seja, tem graduação recebe como especialista, tem especialização recebe como mestre e tem mestrado recebe como doutor. Simples assim e, se considerarmos que os professores dos IF’s, mesmo os que só dão aula na graduação tem aposentadoria especial (aposentam com 25 anos as mulheres e 30 os homens) ficou barbada.
Conheço dezenas de professores que estavam afastados a dois ou três anos fazendo pós-graduação, com salário integral é claro, muitas vezes estudando na mesma cidade e fazendo pós no departamento onde trabalham, mas sem dar aulas e com um professor substituto contratado. Veio a RSC e eles desistiram pois já ganharam o aumento. Voltaram sem concluir o curso e ninguém lhes cobrou, na maioria das vezes, qualquer satisfação, quiçá que devolvessem o investimento do Governo. Uma literal excrescência!
Falando em pós-graduação ai está outro problema de nossa Universidade Pública a pós, com bolsas, pesquisas direcionadas, teses sobre o ‘sexo nos banheiros do metrô’, Centros para implantação do Comunismo no Brasil (sim havia um na UFOP poucos anos atrás), projetos de resistência ao Governo (mesmo que eleito democraticamente) antidemocrático, et caterva.
Posso dizer que a CAPES é a grande responsável pelo atraso da pesquisa e inovação no Brasil, mas isto é assunto para outro post. O que quero comentar é a endogamia das pós-graduações. Grosso modo, é o seguinte, o individuo é bolsista (quase escravo) de um professor desde a graduação, faz mestrado, doutorado e pós-doutorado, vivendo das bolsas, no mesmo departamento, as vezes sai para um sanduíche no exterior em Instituições com o vínculo forte com seu departamento. Para sobreviver a isto o indivíduo tem de se adaptar ou moldar ao pensamento dominante, repetindo-o. Depois, sem nunca ter trabalhado, sem nenhuma experiência fora da academia, sem saber o que é o mundo real, mas com um currículo acadêmico lindo, é premiado com uma vaga de professor. 
Óbvio que não vai mudar o pensamento dominante, óbvio que não vai fazer o tão necessário embate de ideias e, óbvio que vai permanecer naquela bolha repetindo que o mercado é perverso, que a indústria é ruim, que o capitalismo é bobo, mal e feio. E este indivíduo vai formar os professores de nossos filhos e os profissionais que nos atendem. Deus nos livre!
Por último não pensem que as ações dos últimos governos reduziram tanto o poder econômico e político dos Gestores da Universidades Públicas, o fez, mas ainda falta muito. Vejam como estes se digladiam nas campanhas pelas Reitorias e lutam pelos cargos.
Continuo afirmando...
A Universidade Pública é o Lixo da Política brasileira.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Compreendendo as coisas





Como todos vocês sabem tenho ficado recolhido de meus escritos, ante toda esta estupidez que reina no mundo em COVID. A imbecilidade humana aflorou com toda a força e, aqueles que se dizem mais: mais humanos, mais caridosos, mais conscientes, mais...enfim, se dizem mais que nós. E, em minha opinião são apenas mais imbecis e mais filhos da puta.
Então cansei de argumentar, cansei até de pensar. Continuo praticando minha resistência diária. Lendo os clássicos, estudando história e comprovando-a cíclica, tal qual nossa estupidez. E, é claro me informando com a Revista Oeste, com a Besta. Aliás O JBF é minha cota diária de informação e besteira, na medida certa. Também prático a resistência urbana, saindo de casa religiosamente e andando para ver gente e tentar achar vestígios de normalidade.
Mas este final de semana a falta de preparo de nossos gestores me irritou profundamente. Pelotas, onde vivo fica na metade sul do RS, fronteira com o Uruguai e próximo a fronteira com a Argentina. Já foi a cidade mais rica do estado. Já foi a segunda maior, hoje é a quarta maior cidade do RS e vai perder mais posições. Em termos de riqueza não fica entre as dez mais ricas. Muitos, aqui comparam a metade sul do RS, em termos de pobreza, com o sertão nordestino. É uma bobagem sem tamanho. Mas, sim a metade sul do RS, parte em que a maior cidade, a “capital” é pobre, muito pobre e empobrece a cada dia. Talvez seja a região mais pobre dos estados do Sul e Sudeste.
Mas por que isto? Por que esta região lotada de Universidades Públicas, de escolas federais e serviços públicos regride a olhos vistos?
Sempre tive noções do porquê, mas hoje pude ter certeza.
O Governador do Estado foi prefeito de Pelotas e sua Vice agora é a prefeita, partido PSDB. A macrorregião de Pelotas está dividida entre PT e PSDB, ou seja, estamos fodidos.
O confinamento, ou prisão, do COVID por aqui começou no modelo Dória, PSDB estúpido, fechando tudo. Depois quando percebeu que a coisa ia degringolar o Governador pulou do barco e começou a abrir o estado. A abertura veio com as bandeiras em 11 de maio, se o período de contágio é de 14 dias e podemos ter 14 dias com a pessoa doente, o pico, se fosse ocasionado pela abertura, deveria ter ocorrido por volta de 11 de junho, não ocorreu.
Então o Governo e a turma do fique em casa (a maioria formada por filhinhos de papai e por servidores públicos com seu salário em dia) começou a alertar que a coisa ia ficar feia, que teríamos problemas pelo inverno e, pasmem, resolveram fechar tudo, mesmo que os índices não sejam tão graves.
O RS tem hoje 1619 pacientes em UTI, com 2300 leitos, destes apenas 474 são COVID. O estado tem disponíveis 3412 respiradores e usa apenas 992, apenas 90 com pacientes COVID. E, pasmem, possui 6179 leitos para COVID fora de UTI, usando menos de 1000 leitos. Claro que é inverno, está frio, muito frio, na madrugada em Pelotas tem feito 2 ou 3 graus. Não há risco de sobrecarga. Por que fechar o Estado? Política ou burrice?
Pelotas foi a última cidade do Brasil, com mais de 200 mil habitantes (temos cerca de 400 mil habitantes) a ter mortos pelo COVID, durante muito tempo foi a única a não registrar mortes. Era óbvio que teria mortes, mesmo com a abertura do comércio tivemos apenas 5 mortes, todas com comorbidades e, hoje temos 31 leitos de UTI para COVID e apenas um ocupado.
Mesmo assim o sistema de cálculo das bandeiras do Governo do Estado, que tem problemas óbvios de concepção e que o Governo do estado não aceita rever, classificou a cidade como de alto risco. Coisa que não existe no estado!
Mais, para piorar temos o Reitor da Universidade Federal, que não é médico, é formado em educação física (sério) que se arvora e se diz epidemiologista (pela pós-graduação) e vive dando entrevistas no Fantástico e defendendo um lockdown total no país. Todo mundo sabe que será candidato, provavelmente pelo PSOL, ou algo parecido. Nas redes sociais rodam fotos dele e de sua assessoria, comemorando, em um restaurante, sem máscaras, comemorando aparecer na Globo. E o isolamento? Só para os outros. O Reitor de meu Instituto Federal não aceita discutir voltar as aulas. Meus colegas na maioria só discursam e não aceitam nem uma alternativa de voltar a trabalhar, nem EAD (não tem capacitação, dizem. Mas quando a EAD, via UAB ofereceu bolsas a maioria trabalhou com EAD). Os alunos não têm acesso a Internet, fizemos uma pesquisa, cerca de 85% tem acesso e querem voltar. Aí o discurso é não podemos excluir ninguém.
Bom neste caos, sexta-feira, como era esperado, o Governador do RS pôs Pelotas e outras regiões na bandeira vermelha. Tínhamos (as prefeituras) até domingo para recorrer. Caxias e as cidades da Serra, parte rica do Estado, com números muito mais “feios” que Pelotas e região, através de seus prefeitos foram para a imprensa. Contestaram o governador, criticaram e ameaçaram ir para a justiça. Resultado o Estado recuou e as cidades seguiram laranja e amarelo.
Pelotas e região resolveram não recorrer. Os prefeitos do PT e PSDB ouviram o povo? Não, ouviram os reitores, presos no paraíso de funcionalismo público que em casa, sem nada fazer recebe o salário e presos nos seus interesses políticos. Não recorreram, amanhã fecha tudo e azar da população, azar do comerciante, azar do comerciário, azar do autônomo. Perdemos tempo, dinheiro e emprego para a ideologia e para a idiotice.
Neste momento eu compreendo por que uma região com tantas oportunidades está decadente. Só por exemplo temos duas Instituições (Universidades e Institutos Federais) em Pelotas e outras duas diferentes em Rio Grande (a 40 Km) e mais uma em Bagé a 100 Km. Pelotas deve ter a segunda maior relação de funcionários públicos per capta do Brasil, só atrás de Brasília. E assim mesmo estamos literalmente lascados.
E o porquê está aí. Temos lideranças políticas e acadêmicas débeis, imbecilizadas, mergulhadas no próprio umbigo e nos próprios interesses, na maior parte das vezes espúrias.
Por isso estamos empobrecendo, por isso a região está quebrada. Perdemos cada vez mais oportunidades entregando nossas vidas a lideranças incompetentes e mal-intencionadas. Um bando de hipócritas e filhos da puta.
Isto foi bom para sacudir-me e me fazer ver o que estava em meus olhos, debaixo deles. Nossa região está periclitante e estas lideranças só fazem piorar.
O óbvio ululante mostra seus partidos majoritários: PT e PSDB, parafraseando o Berto: Bostas do mesmo penico.
Farei das tripas coração para dar-lhes o troco nas urnas. Aguardem!

terça-feira, 26 de maio de 2020

CONJECTURAS





Parturiunt montes, nascetur ridiculus mus”, e a montanha pariu um ridículo rato. Põe ridículo nisto! Corro o risco de chover no molhado, mas não vou me abster de opinar. Ademais não creio que a montanha tenha parido apenas um rato, foram muitos, ridículos, sujos, pestilentos e perigosos. Ratos de toga, ratos de terno e gravata, ratos com microfones, redações, jalecos e poder.
Nesta quarentena que já está virando doble quarentena, mais para uma octatena, eu acabei ficando mais quieto. Não porque esteja trabalhando muito ou esteja muito ocupado. Apesar de que, registre-se, tenho trabalhado, de forma remota e, também presencialmente, em meu laboratório com minhas pesquisas e no Campus ajudando na fabricação de álcool gel. Pelo bem de minha sanidade tenho conseguido manter um ritmo de trabalho diário de cerca de 8 horas, embora o trabalho remoto se mostre mais desgastante. 
Mas tenho sentido um cansaço muito grande, cansaço de ter que viver e conviver com tanta safadeza e burrice.
Então procuro ficar quieto refletindo. Engulo sapos, mas não brigo (muito) pois se expressar minhas opiniões no meio acadêmico, onde vivo e trabalho, serei crucificado, em praça pública. Mas é duro, difícil ver pessoas destruindo nossas esperanças com pseudociências, falsos cientistas oportunistas, políticos falsos fazendo politicagem, usando da desgraça para roubar e atingir seus objetivos escusos.
 A única coisa que me gratifica neste momento é saber que meu voto não foi perdido, ainda temos um líder que se preocupa com Brasil. Falem o que quiserem de Bolsonaro, mas o que eu vi na fadada reunião ministerial foi um líder, um presidente preocupado com seu povo, preocupado em cumprir suas promessas de campanha. 
E, apesar dos palavrões, quem não os fala, ainda mais em privado? Deixem de ser demagogos! Gostei muito do vídeo.
Lula aquela candura pudica nunca falou palavrões? Dilma era só finesse quando mandou o brigadeiro que pilotava o avião presidencial se foder em meio a uma turbulência. Ou quando o motorista cansado de suas grosseiras abandonou-a no carro oficial, tendo que o volante ser assumido por um segurança. Segundo aqueles que frequentam os bastidores e as latrinas do poder, em Brasília, apenas Sarney não era afeito dos palavrões.
E daí se Bolsonaro fala palavrões, eu também falo prá caralho e quer saber votei para ter um Presidente que se preocupe com o povo, que cumpra suas promessas de campanha e não roube. Isto ficou muito claro no vídeo de ‘propaganda’ liberado pelo STF e nos atos de Bolsonaro até o momento. 
Ah! Mas eu não gosto das suas promessas de campanha. Problema é seu. Não votou nele porque não gosta dos promessa de campanha é seu direito. E ele se elegeu apesar de não ter o seu voto? Democracia é isso meu caro, a maioria vence, o resto é ‘mimimi’ de perdedor. Fodam-se!
Mas tenho de registrar que fiquei perplexo com afastamento de Sérgio Moro. Sobretudo porque se afastava do governo um homem símbolo, aquele que se tornara ícone do combate a corrupção. O cara que enjaulara o ‘Nove Dedos’. Tinha-lhe uma grande consideração. Quando Sérgio Moro se afasta do governo Bolsonaro cria-se um dilema entre todos aqueles que admiravam aos dois, aqueles que lutam por um Brasil melhor, por um Brasil decente. A forma como se deu o fato mostrava que um dos dois estava mentindo, não importa qual, um dos dois estava mentindo. E eu me decepcionaria. Mas sobrevieram os fatos.
Primeiro votei em Bolsonaro, por ele mesmo, pelo que ele representava e, ressalte-se, apesar dele mesmo. Não votei em Moro, ele não era candidato, se o fosse teria meu voto, naquele momento. 
Depois vieram os fatos ‘incontestáveis’ da grande imprensa e a iminente queda de Bolsonaro. Mas os fatos e a realidade são teimosos e que vejo? 
Sérgio Moro aquele que sofreu implacável ataque da grande imprensa, da Globo, Veja et caterva. Aquele que sob ataque, mentiras e crimes foi crucificado e teve ao seu lado Bolsonaro, seu Governo e o povo. Agora era só sorrisos, herói do Jornal Nacional, destaque do Fantástico. Continuando assim quando voltar o futebol vai pedir música nos gols.
Antes a imprensa antes, a Rede Globo, o crucificavam e, hoje esse mesmo Sérgio Moro é o queridinho da Globo e da imprensa que se opõem a Bolsonaro. Há algo de podre no reino da Dinamarca!
Mas, quem mudou? A imprensa, Bolsonaro ou Sérgio Moro? Nenhum. A imprensa brasileira, com raras exceções, continua composta por um bando de filhos-da-puta, antidemocráticos e oportunistas. Bolsonaro, continua o mesmo da Campanha, para desespero de seus detratores. O tal vídeo mostrou isto. E Moro? Moro mostrou seu despreparo e falta de caráter. Ou, pelo menos, uma ingenuidade política descomunal.
Está, ele Moro, usando ou sendo usado pela mídia? Tanto faz comportam-se como parasitas da sociedade e da boa vontade dos brasileiros. Mas acho que Moro será triturado pela grande mídia e depois cuspido fora. Me decepcionei com Moro? Sim, porque esperava muito mais dele. O que acho que aconteceu? Lhes digo, uma sucessão de erros.
 O que ocorreu desde o princípio foi um grande emaranhado de expectativas erradas. Quem votou em Bolsonaro na grande maioria gostava de Moro e ficou feliz quando Bolsonaro, bravateiro, disse que o convidaria para Ministro. Acredito que Bolsonaro convidou-o exatamente como uma bravata, achando que Moro seria inteligente o suficiente de não aceitar. Que aguardaria sua nomeação para o STF.
 Mas Moro, provavelmente, já se sentia tolhido, sem mais ter para onde crescer na Justiça Federal e aceitou Ministério. Embora não quisesse a segurança pública, queria apenas a vitrine da justiça, acabou levando os dois. Deu sequência a um bom trabalho começado por Alexandre de Moraes.
Mas Moro estava deslocado, não concordava com as pautas de Governo. Lembrando que estas pautas foram promessas de campanha de Bolsonaro, ele sabia para onde ia o trem quando embarcou. E aprendeu política nas mais pura essência, pelo método Brasília, levando rasteiras.
O vídeo mostra a indignação com a cobrança, devida e justa que levou. Ficou magoado? Pede para sair ou vai a merda.
O STF já tinha subido no telhado e, hoje, afirmo, que bom para o Brasil. Por quê? Porque Moro foi um Juiz rígido, duro com o crime e assim seria ou será no STF. Mas é também afeito ao ativismo judicial. O que é extremamente prejudicial para o Brasil. Moro se aproxima do Ministro Barroso, na rigidez e no ativismo. E, hoje, ativismo judicial é o que menos precisamos. Basta vero que o STF vem fazendo, legislando e administrando sem voto e sem ter de prestar contas a ninguém.
De resto tudo que Moro falou e apresentou, mostrou apenas alguém ressentido e com aspirações políticas imensas e um ego e vaidade maiores ainda. Por mais honesto que seja não precisamos de um boçal egocêntrico no Palácio do Planalto, ou como queira, não precisamos de mais um. Mas Moro ao alinhar-se com aqueles que o detrataram. Ao cuspir naqueles que o ajudaram. Ao expor pessoas de sua intimidade, como a Deputada Bia Kicks. E, principalmente ao comprometer o Governo com acusações pífias e que não se comprovaram, só mostrou uma face do seu caráter que definitivamente não me agrada.
Para finalizar, acho que Moro apostou que o PGR, Aras, iria arquivar o caso, sem investigar, para ajudar Bolsonaro e manter a estabilidade na crise. Por isso falou o que falou, ficaria palavra contra palavra, e que cada um imaginasse o que quisesse no tal vídeo que citou. Mas o PGR entendeu por bem mostrar a verdade e foi a fundo. E, o Decano ao, desesperadamente, tentar criar um caso, liberou o vídeo. Bom aí está, basta assistir, clareza meridiana.
Bolsonaro é o que é. Sem máscaras, no público e no privado. E Moro ficou só na retórica, sem provas e ou comprovações do disse. Ou era um juizinho de merda, que não sabia o que eram provas robustas ou é apenas mais um mentiroso oportunistas.
Por isso vou repetir o que muitos já disseram, ao final de tudo, ao fim e ao cabo, a montanha pariu um mísero rato. Um rato miserável que juntou-se a rataria fétida que empesta os poderes em Brasília e, que atualmente tem mostrado a cara no Tribunal.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Heróis Esquecidos





Nestes tempos de confinamento, mais do que nunca precisamos de líderes, de exemplos e, até de heróis. Mas o Brasil e os brasileiros tem memória curta e nossa escola formadora de militância faz questão de fazer-nos esquecer de nossos heróis e, tenta de todas as formas nos impor heróis que não resistem ao mínimo crivo do bom-senso.
Nossos professores de história tentam colocar na cabeça dos jovens que heróis foram Dilma (a Anta), Lula (o ladrão) ou Marighela (o assassino e terrorista). Esquecemo-nos daqueles que anonimamente dão e deram suas vidas pelo Brasil e brasileiros.
As centenas de policiais que morrem nas mãos de bandidos diuturnamente em nossas ruas. Policiais que são assassinados no cumprimento do dever de proteger-nos e não recebem um lamento, um pio sequer dos defensores dos direitos humanos. Isto quando não são acusados de ser isto ou aquilo pelos defensores de bandidos. E, são tantos outros: bombeiros, caminhoneiros, trabalhadores, médicos, professores, heróis cotidianos, solenemente ignorados pela mídia, por políticos e pela ‘Entidades Defensoras de Direitos Humanos’.
Tivemos nesta semana algumas efemérides dignas de nota: o dia do soldado, 19 de abril, que deu o que falar. Não sei como alguém em sã consciência observa um Presidente indo ao encontro do povo, discursando que dele (o povo) emana o poder, que não há acordo com o estabilishment (pau neles) e consegue acusá-lo de ditador ou golpista. Só na mente criativa de nossa pseudo-imprensa. Dia 21 de abril tivemos Tiradentes, mártir de nossa independência, data a muito esquecida em importância, lembrada apenas por ser feriado, algo sem relevância nos tempos de COVID.

Mas tivemos em 17 de abril a data em que se comemora a Tomada de Montese pelos Pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira), na Itália, durante a Segunda Grande Guerra. Heróis de verdade lutando pela pátria. E, neste dia, o Pracinha Ten. Ermando Armelindo Piveta se recuperou do tal COVID-19, mortal segundo nossa imprensa. O Pracinha de 99 anos nos mostrou, de novo, que o bicho não é tão feio quanto pintam e que, se quisermos vamos derrota-lo, sem precisar desta corja de oportunistas. E, mais, curou-se com Hidroxiquinona. Querem mais?

Lembrei-me do Ten. João, pracinha da FEB, com 100 anos que vive em Pelotas e que está sempre presente, em qualquer cerimônia que exalte os valores da pátria, da família e do dever. Gosto muito de conversar com ele, lúcido, experiente e bom de papo, transforma qualquer conversa numa aula inigualável. As vezes levo meu filho para conversar com o Ten. João, aprender com quem tem, realmente o que ensinar.

Ademais o Ten. João lutou na Itália ao lado de meu saudoso avô João Sainz Ovalle. Meu avô, espanhol de origem, brasileiro de registro, lutou com a FEB na Itália. Arriscou sua vida pela minha, pela nossa liberdade. É destes heróis, esquecidos da grande população, que estou falando.

A tomada de Montese levou alguns dias para ocorrer, os brasileiros atacaram e tentaram subir e tomar a cidade entre 14 e 17 de abril. Muitos brasileiros deram ali suas vidas, em prol da liberdade, na luta contra o Nazi-fascismo (que embora enlouqueçam os esquerdopatas eram sim Regimes de Esquerda). Dentre estes heróis se destaca a histótia de 3 soldados mineiros.

Durante a tomada de Montese, estes três brasileiros saíram em patrulha pela região. Seus nomes eram Geraldo Baêta da Cruz, de 28 anos, vindo de Entre Rios de Minas, Geraldo Rodrigues de Souza, 26 anos, natural de Rio Preto na Zona da Mata, e Arlindo Lúcio da Silva, de 25 anos, proveniente de São João del Rey.
Era 14 de abril de 1945 quando os três pracinhas se depararam inesperadamente com uma companhia inteira do Exército alemão. Os alemães estavam em aproximadamente 100 homens, completamente armados, e ordenaram aos brasileiros que se rendessem. Em meio à sangrenta batalha pela tomada de Montese, que durou quatro dias, os brasileiros optaram honradamente por não se render, e lutaram com bravura até a munição acabar e serem, após horas de combate, mortos pelos alemães. A coragem dos brasileiros foi tamanha que o comandante nazista mandou enterrá-los e posicionou sobre a cova uma placa com o escrito “Drei Brasilianische Helden”, “Três Heróis Brasileiros“.
Em um país como os EUA seriam heróis conhecidos e mostrados como exemplos nas Escolas. No Brasil foram esquecidos e, acredito que a maioria dos professores de história brasileiros sequer ouviu falar dos 3 heróis mineiros e, se ouviu não deu bola, nada que não venha de Marx lhes importa.
Mas por incrível que o pareça há uma música, Rock Heavy Metal (eu curto) de uma Banda Sueca chamada SABATON, que conta a história e homenageia os 3 brasileiros (vejam os suecos conhecem nossa história, nós não). A música se chama SMOKING SNAKES (Cobras Fumantes, em alusão ao símbolo da FEB). Abaixo coloco o link para um vídeo com a música.
Um detalhe que pode passar desapercebido no final do vídeo. Aparecem um soldado alemão e um oficial alemão reprendendo o soldado por ter enterrado os brasileiros. É uma ficção pois os alemães contaram depois de rendidos que foram os oficiais alemães, reconhecendo o heroísmo dos brasileiros que mandaram sepultá-los. Mas no vídeo o oficial ao final prende o soldado e o ameaça de Corte Marcial dizendo você é igual a eles. O soldado responde, em português, ‘não sou não, eles são heróis’. 
O fato de um soldado alemão falar português é outra passagem de nossa história que desconhecemos. Centenas de jovens, filhos e netos de imigrantes alemães forma estudar e trabalhar na Alemanha pouco antes da guerra. E lá quando do início do confronto foram incorporados, à força ou voluntariamente, as tropas do Reich. Outros tantos brasileiros foram enviados por suas famílias para lutar pela Alemanha antes do Brasil entrar na guerra. 
Tínhamos brasileiros lutando do lado alemão também. Certos ou errados eram brasileiros, é nossa história, temos de conhece-la. Muitos voltaram para casa depois da guerra e aqui viveram até sua morte. Perto da casa de meu avô vivia um destes soldados, o conheci através de meu avô. Eram amigos apesar de terem lutados em lados opostos na guerra.
Mas nada, nada mesmo, macula o heroísmo dos três mineiros: Geraldo Baêta da Cruz, Geraldo Rodrigues de Souza e Arlindo Lúcio da Silva. Hoje, mais que nunca precisamos de seus exemplos.
Precisamos de Líderes e de Heróis!

Espero que curtam a música o link está abaixo.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Números, Estatísticas, Pandemia e Pânico






            Refletir, pensar, analisar, enfim, raciocinar, são atributos exclusivos da raça humana. E, embora, tenhamos esta ‘exclusividade’, não são ações que praticamos regularmente. Alguns por falta de tempo, outros por falta de hábito e, a grande maioria, por falta de capacidade. 
            Àqueles que, como eu, fazem uso, mesmo que esporádico, destas faculdades devem ficar extremamente incomodados com a atual situação do dito ‘confinamento’ e, com o atropelo midiático e governamental aos nossos direitos constitucionais e fundamentais mais básicos.
Nestes tempos propensos à reflexão e ao ócio criativo é muito difícil não ficar enraivecido com o surgimento destes protoditadores (por nós eleitos, diga-se de passagem) travestidos de bons moços, defensores dos interesses do povo. Claro que os interesses ‘do povo’ são somente aqueles do povo ‘deles’, os políticos, a mídia e a esquerdopatia travestida novamente de defensora dos oprimidos.
Nenhum dos números e argumentos utilizados sobrevive a uma análise crítica e racional, vejamos.
Números e estatísticas

Se analisarmos tudo o que a mídia tem posto, veremos, em uma análise rápida, que todas as previsões de contaminados e mortes, especialmente no Brasil, são extremamente infladas. 
Não condizem, se fizermos a análise matemática, nem aos números percentuais daqueles países mais atingidos pelo COVID, como a Itália. 
Se considerarmos as previsões, o pico, que seria em meados de abril, depois seria em maio e agora será em junho ou quiçá em agosto, ‘eita’ viruzinho indeciso! Mas, considerando a previsão, teremos mais ou menos alguns milhões de mortes (já estão abrindo covas) e uns 300 milhões de infectados (embora tenhamos 220 milhões de habitantes). Devem ser infectados todos aqueles que o Lula tirou da pobreza, todos os 300 milhões de brasileiros (segundo dados do Desgoverno Dilma Roussef).
É, mas minha cidade, com 400 mil habitantes, teve 9 contaminados até agora, todos recuperados ou em recuperação.
Mas para a mídia o que há é terror, as previsões, são de que não há nenhuma esperança. É isto que tentam nos fazer engolir, estatísticas e previsões tipo ‘Datafolha’, com uma margem de erro de 200 milhões de pessoas, para mais ou para menos.

Números
Se olharmos números oficiais, de agentes do Governo, da Europa ou EUA vamos ver o seguinte o percentual de contaminados, de mortes, de mortes por faixa etária é mais ou menos o mesmo e constante. Mais ainda, não há diferença estatística significativa entre a contaminação com ou sem isolamento social. Os números são quase os mesmos.
Basta ver os números da Suécia comparados ao resto da Europa. Organismos e pesquisadores sérios, já vem constatando, embora não tenham espaço para divulgar isto, que o confinamento e isolamento não são efetivos ou significantes. Ou seja, embora retarde um pouquinho o pico de contágio, ao fim e ao cabo não vai afetar o número de contaminados e/ou mortos.
Pior na Itália o confinamento agravou as mortes de idosos e na Itália e França se observou uma enorme diferença de mortalidade entre os contaminados que foram hospitalizados e os que ficaram em casa, morreram muito mais pessoas nos hospitais.
Então por que ficar preso em casa? Por que o confinamento? Pelos números mostrados até agora não há motivo plausível, apenas a vontade de alguns.

Mais números
Alguém acredita que a China, hiperpopulosa, com um fluxo diário de milhões de pessoas aglomeradas em transportes públicos e transitando de lado para outro conseguiu controlar e restringir o Coronavírus em uma só região e de lá o ‘bichinho’ só se propagou para o exterior e não dentro da China?
Alguém acredita que Cuba não tem quase nenhum caso de Coronavírus graças a vacina milagrosa que desenvolveu? Ou que a Coréia do Norte não teve casos?
E a Venezuela? O Maduro já disse que o vírus não existia, depois que era uma arma biológica americana contra a China. Hoje o país está fechado, não há estatísticas, mas não estranhem se, na Venezuela, o Covid só matar oposicionistas. Claro será um vírus seletivo e, provavelmente o Governo determinará cremação dos corpos para evitar contágio (e fazer desaparecer as marcas de bala).
Sei que muitos defenderão estes ‘dados’, mas afinal estamos falando de governos sérios e de países onde não há censura. Apenas aqueles que não concordam com os dados do Governo são enviados para debater com o capeta.

Mais números
Pior são os números da Globolixo, conseguiram dizer que tiveram 1,5 bilhão de pessoas votando no tal BBB. 
Meu Deus! Raciocinem, um programa que ninguém mais tinha saco de ver, fracasso de audiência nos últimos anos e, que no pico da audiência (há muito tempo atrás) teve a votação recorde de cerca de 10 milhões de pessoas.
E de uma hora para outra 1,5 bilhão. Ou seja, um em cada sete, isso mesmo, 1 em cada 7, habitantes da terra votaram no BBB. Mas a abrangência não é mundial. Então cada brasileiro votou 6 vezes pelo menos. Mas descontem crianças, velhinhos, gente que não tem acesso a tv. Dá 12 votos por brasileiro. Mas eu e, ninguém que eu conheça (liguei para familiares e muitos conhecidos), ninguém votou nessa merda.
Então o que houve? Ou foi chute exagerado ou foram robôs (aqueles que eles dizem que o Bolsonaro usa). Pior é que depois o programa sumiu do mapa. Deve ter sido vergonha do absurdo. O cômputo dos votos deve ter sido feito pela mesma equipe que faz as estimativas e pesquisa da Datafolha.

Lembrete

            No final das contas são só números, manipulados, cortados e interpretados de acordo com o gosto do freguês. Neste momento quem nos vende este número quer apenas terror, então solta números e dados desconexos, sem precisão e nós engolimos.
            Lembre-se que somos racionais, olhe os números, interprete você mesmo o que eles dizem. E, se você achar que há alguma coisa errada naquilo que o repórter da TV, seu Governador ou Prefeito estão dizendo, tenha certeza que há. E, um conselho, na dúvida, vá pela sua intuição e por aquilo que seus olhos enxergam. O resto é balela.

TV, mídia e imprensa
Chamar nossa imprensa de suja e antiética, é chover no molhado. Como vampiros, viram uma jugular e querem sugar todo seu sangue. Parece-me o abraço de um afogado. 
É claro que com as pessoas presas em casa, o dia todo, por muitos dias, todos acabam vendo TV e a audiência aumenta. Mas o povo já tá de saco cheio. Não pensem que passado o confinamento isto vai perdurar? Acho muito difícil.
Mas, mais do que isto, a grande mídia pesou a mão, a princípio assustou, mas agora é que nem história de terror (o homem do saco, p.e.) assusta crianças pequenas, mas com tempo perde o efeito e vira chacota. 
Eu mesmo, no início do confinamento fui chamado a Brasília, por questões de serviço, cheguei no domingo e no hotel resolvi assistir o Fantástico. Ao final do programa perdi o sono, pensava em locar um carro e fugir de volta para casa na segunda pela manhã (mesmo morando a 3000 km de Brasília).
Na madrugada comecei a fazer as contas e vi que nada mais era do que pânico embutido em minha mente, de forma bastante efetiva. Dormi, trabalhei e voltei para casa (faz 15 dias) e nada do COVID. 
Para acabar o medo e o pânico, bastou uma atitude simples. Desliguei a TV e não leio jornais. Busco as informações nos órgãos oficiais e em sites sérios como a Revista Oeste e o JBF.
Me assustam coisas que a mídia está fazendo, não a Globo, deles nada espero além de merdas e lixo. Mas sites como O Antagonista, anteontem noticiaram a cura de uma velhinha com 90 e poucos anos, festejando (com muita justiça) sua cura, mas não citaram uma linha sobre os testemunhos dos médicos da senhora que afirmaram que a cura se deu com o uso da cloroquina. Omitiu simplesmente, até porque o site, diuturnamente, vem se posicionando contra o medicamente, isto não jornalismo, nem aqui nem na China!

Cloroquina e outros
A Cloroquina é uma esperança. E isto pelo menos pode dar um alento a população confinada. Mas isto não é bom para políticos e seus interesses, nem para mídia. Ademais Bolsonaro e Trump são seus defensores logo todos são contra.
Me causa surpresa, ou não, o seguinte fato, todos os médicos que ouço falar ou médicos conhecidos, que adoeceram são taxativos em dizer que usaram a cloroquina. Cheque esta informação, está na imprensa. Ora a cloroquina não funciona? Ou não temos dados se funciona? Mas os médicos, aqueles que serão responsáveis por tratar-nos (inclusive médicos famosos), tão logo ficam doentes, usam sem medo ou restrições a Cloroquina.
Reflitam!!!!


Protoditadores
Eles estão aí, ameaçam prender-nos, abraçam a imprensa. São seus queridinhos. Dizem e desdizem. Confiscam materiais que não tem como usar. Fecham ruas e rodovias. Violam sua privacidade, controlam você pelo gps do celular (meu Deus! Isto é uma catarrada nos direito fundamentais do cidadão), fecham lojas, vão mandar prendê-lo. Tudo pelo seu bem!
O cacete. Vamos reagir, se não o fizermos agora, amanhã, aberta a porta, estaremos sujeitos a cabrestos e mais cabrestos judiciais. E, em breve, a censura das redes sociais. O que vai ser aplaudido pela esquerda, até porque era o sonho de consumo do PT e, pela imprensa, hoje posta de lado por estas mesmas redes sócias. E aí, que maravilha, voltaremos ao controle da grande mídia, dos formadores de opinião e daqueles que os pagam.
Não achem que isto é uma previsão tipo 1984 do George Orwell, o Doria, um pouco antes da crise do COVID, tentou criar uma Coordenação do Governo para mapear as redes sociais e processar seus detratores.
Ele é o ditadorzinho mais a vista, mas existem outros no senado, na câmara, no STF e nos Palácios de Governadores e Prefeituras Brasil afora. 
Se não reagirmos logo, logo, estaremos cabresteados. Temos de reagir agora. E na próxima eleição defenestrar estes bostas. Todos, sem exceção.
Lembrem-se os mesmos que nos ameaçam de prisão e aqueles que os aplaudem também são as pessoas que querem soltar os ‘coitadinhos’ dos presidiários, pois, segundo eles, há risco de contaminação na cadeia.
Entendeu? O preso pode ser contaminado na cadeia, então solta. Você cidadão de bem, não pode ficar na rua, então prendam. E o risco de contaminação? Do cidadão honesto? Não é um problema das Associações de Direitos Humanos.

Por fim
             Vou seguir no assunto no próximo post, mas encerro agora pois já me alonguei demais.
Mas reitero algo que venho dizendo todos os dias: DENTRO DE TODA SUA LOUCURA, BOLSONARO É O ÚNICO GESTOR E POLÍTICO LÚCIDO NESTE MOMENTO. SE SUPERAR O BOMBARDEIO E A CRISE, A DESPEITO DO QUE MUITOS DESEJAM, DEVERÁ SE CONSOLIDAR COMO O GRANDE LÍDER DO PAÍS.
Por hora lhes digo, Oremos! Boa Sorte a todos nós!

terça-feira, 31 de março de 2020

Razão, Bom-senso, Pânico e Pandemia





Parece-me, nestes dias de quase confinamento total, que o mundo parou, dado este fato alguns deveriam aproveitar e descer, pois já passaram do ponto.
E, é claro no Brasil tudo é superlativo, de panelaços, mídia pregando 24 horas o caos, a acusações de Presidente genocida. Em que pese as reportagens da Globo dizendo que são contra o Governo tenho visto manifestações de os matizes e com todos os propósitos. 
Hoje houve um panelaço, durante o pronunciamento de Bolsonaro. Segundo alguns convocados por “influenciadores” a atitude do Presidente quanto ao enfrentamento do Coronavírus e, aproveitando para protestar contra o Çontra-golpe de 1964’. Putz tem gente que não era nascida à época, mas ainda vive em 1964, saco! Por outro lado, dizem que o panelaço é contra o isolamento e que foi convocado pelo próprio Bolsonaro.
Pior é que houve os dois. O que eu ouvi em minha sacada: panelas, gritos e buzinas. Pessoas gritando ‘Mito’, ‘Deixem a gente trabalhar’ e ‘Eduardo (Governador do Estado, que é daqui de Pelotas) vendido’ e, outros tantos gritando: ‘Genocida’, ‘Fique em casa’, ‘Fora Bolsonaro’. Claro que a maioria dos gritos foi de expressões bem-educadas, tipo: cala a boca, corno, fdp, cala a boca fdp, vagabundo, petista, fascista, etc.
O que eu acho? Com toda sua loucura Bolsonaro tem sido uma das pessoas mais sensatas nesta loucura. Ele tem razão quando diz que não precisamos de isolamento horizontal, que o país não pode parar, que a economia não aguenta.
Sabem por que acho isto? Porque eu busco me informar, leio dados de todos os lados, ouço opiniões e converso com médicos amigos e conhecidos.
O que ouço? Que a pandemia não está tão grave. Que se propagou assim por causa do carnaval e do futebol. Sim, já tínhamos casos antes do carnaval, mas a mídia e os patrocinadores não podiam perder o faturamento. E que político ia arcar com o ônus de cancelar o carnaval? Nenhum! Aqui no RS boa aprte dos casos tem relação com pessoas que foram ao GRENAL da Libertadores, aquela vergonha que terminou em peleja.
Depois, tocaram o horror e resolveram parar o país. Daí esquecemos a roubalheira, deixamos o Congresso continuar roubando, voltamos a acreditar na Globo, esquecemos que o safado do Lula está solto (e bem quietinho) e se, der de quebra, derrubamos o Bolsonaro. Se não der esculhambamos seus avanços na economia, depois esquecemos rápido do vírus e pomos a culpa no Liberalismo econômico, vai que cola!
E a esquerda radical, mais OAB, querem ainda soltar os presos, soltar todos os vagabundos. Por mim que morram, teríamos um país mais seguro e economizaríamos dinheiro.
Mas esquecem que o lockdown pode quebrar o país. E tenham certeza a quebradura econômica geral vai matar mais gente que o coronavírus.
Mas e o vírus e as mortes? Não há espaço na mídia militante a profissionais que falem ou pensem diferente do que eles querem. A tal repórter, Monalisa, ex-globo, cortou no ar o infectologista que dizia que o vírus não se propaga bem no calor, na temperatura média de quase todo o Brasil. Ninguém dá atenção a quase um terço dos especialistas em epidemiologia que dizem que é melhor encarar o vírus direto, aumentando rapidamente a imunização da população.
Ninguém houve os médicos que falam dos riscos do isolamento ou de que 85% dos brasileiros não apresenta nenhum dos fatores de risco, portanto passará ileso pelo vírus.
Se não ouvem médicos quiçá ouvirão economistas, empresários e trabalhadores. Meu amigo é muito fácil para quem pode fazer home office, ou quem tem o seu garantido no final do mês ficar em casa. Muito mais fácil para repórteres e mídia que não pararam de trabalhar, circulam por tudo e sem máscara, vivendo e lucrando com o caos, mandar que você fique em casa. Aliás você escutou algum caso de jornalista infectado? Será que são imunes e resistentes tais como ratos e baratas, aos quais cada vez mais se assemelham.
E os influencers, pseudo-celebridades que lucram em casa? Políticos oportunistas que visam apenas a próxima eleição, como o Doria, Whitzel e Dino? Para estes tudo bem! Maravilha! E, ainda de quebra vão mandar a responsabilidade fiscal pro espaço e rolar a dívida de seus estados.
Aliás outro aparte, quero ver o confinamento do Sr. Whitzel quando a grana do tráfico começar a diminuir, que ver ele segura os traficantes e o morro. Adeus isolamento.
Mas e você meu amigo ambulante, celetista, vendedor, taxista ou que trabalha no UBER, que você fará quando faltar comida, dinheiro, emprego? Gritar? Grite agora vá pra briga! Ou você é que vai sofrer as consequências depois.
Eu anteontem, fui a praia do laranjal, com meu filho, arejar um pouco, área aberta, com vento e ar puro, algumas (bastante) pessoas tiveram a mesma ideia. Então os bombeiros foram cumprir a ordem do Governador e mandar-nos tirar os carros do estacionamento na beira do calçadão. O bombeiro veio com a conversa do decreto do Governador, disse-lhe que o Decreto era ilegal e que havia outro do Presidente, ele não gostou de ser ‘interrompido’ acabamos batendo boca. Perguntei se poderia estacionar do outro lado da via, ele disse que ali podia, mas que recomendava... Respondi que guardasse suas recomendações e estacionei do outro lado. Eu e todos que ali estavam, estacionamos, atravessamos a rua e voltamos para onde estávamos. Logo em seguida chegaram mais e mais carros voltando a encher a beira da praia, estava frio, ninguém desceu dos carros, risco de contágio zero.
A ação do estado foi inútil, ninguém tira a liberdade do povo se o povo não a entregar voluntariamente. Resista! Pequenos atos cotidianos vão trazer a razão destes imbecis oportunistas que colocámos no governo.
Ontem para não variar fui participar da carreata contra o isolamento, éramos poucos, cerca de 60 carros, mas me orgulho do barulho que fizemos.
Quanto a Bolsonaro, reafirmo, com toda sua loucura e falta de trato é uma liderança e uma voz de razão nesta histeria. Votei nele e votarei de novo só por sua atitude nesta crise.
LUTEMOS amigos, façamos a Resistência Civil !
Ah! E não esqueçamos depois do Coronavírus controlado temos que acabar com a maior praga destes pagos. Aquela que Lula jurou que ia acabar, mas depois associou-se e vive simbioticamente com ele junto com toda esquerda chique e caviar, com Psolistas, artistas, revolucionários do Leblon e outros vagabundos. Temos que acabar com o redeGlobovírus!
P.S.: E, ‘Bora’acabar com este confinamento que já estou me sentindo um petista (Deus me livre): em casa, sem trabalhar e querendo que o Governo me dê tudo. Só não cheguei ao ponto de demência de gritar Lula Livre.

terça-feira, 24 de março de 2020

Rodrigo de quê?...Essa é para o Goiano.





Bom já fazia um tempinho que não escrevia para o JBF, motivo? Preguiça intelectual. Mas O Berto como patrão compreensivo, cobrava o serviço, mas não me dispensou.
No final de semana pari uma coluna e pronto fui contestado por um ‘textão’ do Goiano. Parado em casa, sem muito mais para fazer (ou melhor com preguiça de fazer) entrei num debate infindável com o nosso colunista.
Acabei escrevendo mais do que escrevi durante meses para o JBF. Escrita inútil pois, ambos os debatentes, embora prolixos, não arredam pé de suas convicções. Nem eu, muito menos o Goiano.
No meio do debate nosso Scrittore di Sinistra (Escritor da Esquerda) questionou-me o nome, meu nome, como se fosse saído de um folhetim de romances capa e espada. Respondi-lhe que nem tanto, mas que havia algo sim, em meu nome. Expliquei que tratava-se de um pseudônimo e que a explicação estava lá nas primeiras postagens, perdidas de priscas eras do antigo JBF. Disse-me curioso ou doidim (sic) para saber a história.
Pois aí vai meu Caro Goiano, em deferência ao nosso ceguinho, quase um Velhinho de Taubaté, que acredita en la sinistra, o porquê de meu nome.
Nos idos da era do PT no poder, mais ou menos 2008, um grupo de servidores públicos, entre eles militares e professores universitários resolveu fazer um blog para expor a crescente indignação com as coisas e rumos da política.
Criamos o blog Livrepensador (tudo junto) muito acessado e lido por dois leitores e meio (eu, minha mãe e meu filho que é o meio por ser criança). O blog nasceu para que todos nós do grupo escrevêssemos o que pensávamos. Só que era preciso um nome, um pseudônimo que evitasse nossa exposição e execração pública.
Não riam, o risco é real e atual, embora menor hoje. Não para os militares, mas para nós professores universitários. A máfia acadêmica não aceita opiniões divergentes e crucifica qualquer que se oponha ao onipresente ideário de esquerda.
Bom o pseudônimo veio de um personagem que faz parte de 3 ou 4 livros que escrevi e nunca publiquei, nem deverei publicar, pois não quero impor a ninguém o desprazer de ler obras tão mal escritas. Este nome ou personagem é o herói ou anti-herói de todas as obras: de soldado a caudilho, de professor a profeta.
Escolhido o nome foi posta uma advertência no blog sobre os autores, a reproduzirei no final.
Com o tempo, e foi rápido, fiquei sozinho, meus colegas não queriam escrever e queriam que eu transcrevesse seus pensamentos. Acabei sozinho com o blog. Um dia conheci o JBF e o louco do Berto publicou um de meus textos e mais um. Virei colunista da Besta e aqui estou. Mantive o pseudônimo (o Berto sabe meu nome) e quando nosso editor pediu uma foto de meu ‘fucinho’ pra coluna não quis mandar a bunda cabeluda que ilustrava o blog, mandei uma linda foto de meu dedo do meio. Com o tempo já no novo JBF acabei usando uma foto decente e a bela cara que ilustra a Coluna sou eu mesmo.
Hoje meus textos são publicados na Besta e depois, só depois, no Blog.
E o nome? O nome saiu de uma homenagem a El Cid Campeador ou Dom Rodrigo Diaz de Bivar, herói Castelhano e muito importante na unificação da Espanha. Diz a lenda que venceu sua última batalha sobre os mouros já morto, amarrado sobre seu cavalo Babieca, os inimigos fugiram de medo. Sou de origem espanhola e morei algum tempo na Espanha, durante meu doutoramento. Vive em Léon, belíssima cidade do norte da Espanha. Morei perto da casa onde nasceu Dona Jimena, esposa de El Cid. 
Daí podes deduzir de onde saiu o de Léon. Mas cabe dizer que em minha cidade natal, Pelotas – RS, de Léon, é um sobrenome comum, pela proximidade com o Uruguai.
Gosto tanto do nome Rodrigo que este é o nome de meu filho. Embora, por sua mãe ser missioneira (nascida na Região da Missões) pensarem que é devido a outro herói, desta vez da ficção, o Capitão Rodrigo Cambará, herói que divide as atenções com Ana Terra no clássico o Tempo e o Vento de Érico Verissimo. Capitão Rodrigo foi tão importante que mereceu um livro só para ele: ‘Um Certo Capitão Rodrigo’. Os amigos de meu filho o chamam de Capitão pelo nome e raízes missioneiras.
O Buenaventura tem relação comigo, não que eu seja bem-aventurado, mas por ser, eu, um aventureiro, alma indômita ou inquieta, como dizem. Então Buenaventura quer desejar-me uma boa aventura ou caminhada.
Este sou Eu, caro Goiano, Rodrigo Buenaventura de Léon. Meu pseudônimo ou como me conhecem aqueles que me dão a honra de lerem meus textos e, assim seguirei sendo conhecido.
Berto sabe meu verdadeiro nome, mas também sabe guardar segredo.
Agora Goiano!!! Goiano é nome? Ou origem? Braga Horta pode ser sobrenome, mas Goiano??? Só Rodrigo de Léon que romanceou seu nome?
Espero ter satisfeito tua curiosidade e de quebra a dos demais leitores.
Fica abaixo o link do blog (lembrando que publico tudo primeiro na Besta).

https://rodrigodeleonlivrepensador.blogspot.com

E transcrevo o dito explicativo do Blog LivrePensador.

LIVRE PENSADOR

Todas as ideias e conceitos publicados neste Blog refletem os pensamentos daqueles que inspiram o "Ghost Writer" Rodrigo Buenaventura de Léon. Os personagens aqui retratados são pura obra ficcional, ou não. Qualquer semelhança com personagens reais é mera coincidência e qualquer coincidência é mera semelhança.

Abraços.