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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A hipocrisia e o politicamente correto



Sabem, ando meio atrasado em minhas colunas. Excesso de trabalho e de afazeres domésticos, faz parte! Mas mesmo atrasado me vejo obrigado a tecer comentários sobre algumas coisas.
O caso de Willian Waack por exemplo. Já se passou quase uma semana do ‘escândalo’, mas  nestes tempos líquidos parecem-nos séculos. A velocidade das redes sociais derrubou um dos melhores jornalistas e um dos poucos livre pensadores dentro da intelectualidade brasileira.
Waack como homem público e como crítico costumaz dos poderosos deveria ter mais cuidado com seus comentários, mesmo que ‘fora do ar’. Errou, deveria pagar por seu erro? Talvez. Mas qual foi seu erro mesmo?
Talvez não perceber que ,um filho da mãe trabalhando a seus lado que esperou o momento certo e usou de uma artimanha para jogar merda no ventilador e silenciar Waack.
Olhei o vídeo diversas vezes. Não é possível escutar as palavras após o buzinaço. Em um exercício complexo de leitura labial talvez possamos imaginar o que foi dito, algo como: “coisa de preto”. Nestes tempos bicudos teria o mesmo efeito de ter dito ‘coisa de viado’, ‘coisa de mulher’ ou ‘eu votei em Trump’. Não, não! Eu votei em Trump teria sido pior.
Mas isto bastou para destruirem uma carreira isenta e exitosa em segundos pelas redes sociais. São os líquidos tempos pós-modernos, diria Baumann. A patrulha do politicamente correto teve um orgasmo e fez o que melhor sabe fazer. Condenou, apontou o dedo, gritou.
HIPÓCRITAS! Pura e simples hipocrisia!
Quem? Repito, quem nunca antes fez uma piada infeliz? Quem não teve um deslize? Quem não fez ou riu de alguma piada que no fundo poderia ter um algo de, sei lá eu..., racista, homofóbico, sexista ou qualquer um destes ‘istas’ que inventam todo o dia? Mas os hipócritas atrás de um teclado voaram para condenar Willian Waack.
E a estes somaram-se os poderosos e toda a escumalha da esquerda brasileira. Os corruptos e seus asseclas que nunca tiveram trégua ou foram aliviados pelos comentários ácidos e inteligentes do jornalista. Crucificaram-no por vingança e aproveitaram para tirar do ar um de seus grandes críticos. Calaram um formador de opiniões isento, por isso mesmo, perigoso.
E a Rede Globo rezou na cartilha do politicamente correto. E, é claro aproveitou o ensejo para afastar um jornalista que aparentava não se curvar ante a sanha politicamente correta e de abraço as causas da ‘nova esquerda’ que tomou conta da emissora. 
Não é a primeira vez que a Globo apronta destas. Teve o pedido de desculpas, ‘voluntário’, sobre a ditadura. Teve a submissão quase canina ao Regime Lulopetista, apesar de ser a culpada preferencial destes. Na ‘grande mídia’, um dos melhores inimigos da petezada.
A Globo aproveitou e nem deu chance ao contraditório, chutou Waack pela porta dos fundos. Vergonha! Roberto Marinho deve estar se revirando  no túmulo, ante a covardia de seus herdeiros. 
Se fosse hoje a Globo teria pedido a prisão dos Trapalhões. Didi, Dedé, Mussum e Zacarias fizeram gerações de brasileiros rirem de suas mazelas, fazendo piadas de negros, viados, mulheres e de tudo aquilo que o politicamente correto ojeriza. Ninguém morreu, ninguém matou, ninguém se magoou. E arrisco dizer que éramos mais alegres, mais brasileiros.
Mas, penso eu, e se Waack tivesse dito que era coisa de branco azedo, de burguês, de capitalista, de nazista, de fascista teria a mesma repercussão? Meus caros parece-me que a resposta é óbvia, não? Ai pode! Ai os patrulhadores de consciências, de falas e de pensamentos deixariam passar. Talvez até elogiassem.
São os mesmo hipócritas de sempre, usando o espaço virtual para seus intentos e só para eles. Fazer uma campanha virtual contra a filha de Trump? Pode, é legal! Vamos fazer, vamos nos mobilizar, dizem. Fazer uma campanha contra uma exposição de arte que mais parece putaria de cabaré? Não pode, é coisa de preconceituosos. É retrocesso.
O que me apavora é que nós, também usuários das redes sociais, nos calamos ante estas atitudes e ações. Deveríamos, ou melhor, precisamos reagir. O grande perigo para o mundo hoje não são os radicais islâmicos, não é o Anão Tarado de Pyongyang, não é o Trump ou o Putin. 
Perigos como o bolivarianismo e o Lulopetisnmo também já foram desmascarados. A nova máscara das esquerdas é o bom mocismo, é o ativismo social, é o radicalismo verde e o politicamente correto. Disfarçados de cordeiros, estes lobos tentam, diuturnamente, controlar-nos, ditar nossas escolhas e reger nossas vidas. E o pior estão conseguindo sem que esbocemos a menor resistência.
Este é o perigo ao qual as esquerdas querem nos impor nestes tempos líquidos: a Ditadura do Politicamente Correto. Reajamos enquanto há tempo.
 Quanto a Willian Waack, da mesma forma que Reinaldo Azevedo, Joice Hasselmann e outros tantos, sobreviverá. Com seu talento dará a volta por cima e vai se recolocar no mercado fazendo o jornalismo sério, correto e inteligente que sempre fez.
Sugiro ao Berto (Jornal da Besta Fubana) que revise suas projeções orçamentárias e ‘contrate’ o Waack para o JBF. Ele poderia usar este espaço escroto de sua Gazeta e baixar a ripa nesta escumalha. 
Uma outra ideia para o JBF é descobrir o e-mail do Ombudsman da Globo e fazer uma campanha entre os ‘fubânicos’ para inundar a caixa de e-mails pedindo a volta do Waack.
De resto este colunista gostaria de registrar o respeito e a admiração ao trabalho deste e de outros grandes jornalistas no Brasil e no mundo que não tiveram, nem tem medo da patrulha do politicamente correto.
Aos HIPÓCRITAS desta turba politicamente correta meu desprezo e meu sincero desejo que vocês se FO...FERREM!

Querem saber, abaixo o Politicamente Correto! Quero mesmo é que vocês se FODAM! 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Quando Setembro chegar...




De vez em quando parece-me que regressei ao passado. Olho a televisão e vejo as mesmas notícias de ontem, do ano passado, de dez anos atrás.
Prestando melhor a atenção mudaram alguns personagens, outros continuam os mesmos, talvez um pouco mais velhos, mas tão velhacos quanto outrora. Sim, mudaram alguns personagens, mas o roteiro, o enredo e o picadeiro continuam os mesmo. E pior, os palhaços, que somos nós, pobres eleitores/espectadores continuamos sentados tristemente.
Nenhum sorriso, nenhuma alegria! Só frustração, decepção e desencanto em todos os níveis do desgoverno. Os mesmos safados (e mais alguns novos sem-vergonhas) querendo nos enrabar, os mesmo vagabundos nos roubando, os mesmos cínicos mentirosos.
É o bandido que rouba e diz que é vítima da sociedade!(?) É o servidor público que não serve ninguém além dele mesmo e, só pensa em direitos. É o jovem que não estuda, não trabalha e não quer estudar ou trabalhar. Acha que seu precioso tempo deve ser dispendido com coisas uteis ou serão fúteis? Na opinião deles (da geração NEM-NEM) útil provavelmente é brincar de Black block enquanto fuma um baseado.
É o politicamente correto me execrando, me tratando como um criminoso, só porque sou sincero ou não concordo com a baboseira que ‘eles’ pregam. E o pior é que são uns chatos, de galochas. Só ‘eles’ é que respeitam os outros, só 'eles' é que sabem o que é melhor para a sociedade.
Não coma isto! Engorda! Faça exercícios! Não coma aquilo, pois maltratou um pobre animalzinho para fazer! Não beba! Use protetor solar! Seja vegano! Sorria! Não tenha preconceitos! Aceite Marx! Proteste contra o Governo golpista! Vote em Lula! Admire os homossexuais! Defenda a liberação das drogas!  Dê a bunda!
Vão se fu...Catar! Eu detesto que me digam o que fazer! 
Meu prato predileto é um só: o prato cheio!
ADORO carne! Churrasco, bife e assado. Estou cag... e andando para o pobre animalzinho que ali está servido em meu prato. Minto! Admiro este 'animalzinho' e lhe serei muito grato, exatamente por estar em meu prato. Inclusive vou homenageá-lo comendo-o todo!
Bebo sim. Bebo, pago minha bebida com meu trabalho. Quando bebo não dirijo e não fico chato, sou maior e posso tomar meus tragos. Não uso protetor solar. Acho que ser vegano ou vegetariano é coisa de veado desocupado. 
O cara pode ser o que quiser é só não encher meu saco!
Marx foi um fdp, vagabundo e inútil. Aplicar a constituição e tirar uma corrupta incompetente do poder não é golpe! Greve é coisa de servidor público vagabundo. 
Sorrio para que eu quero! Nunca votei ou votarei no Lula ou no PT, prefiro o suicídio.
Liberar as drogas é uma ideia idiota, só vai destruir mais rapidamente nossa sociedade. Sociedade que aliás já está a um passo da destruição com estas ideias idiotas do politicamente correto. 
Em minha opinião bandido só deve receber três coisas da sociedade: porrada, chumbo e cana-dura.
Não admiro veado. Aliás, não gosto de homem, nem macho nem  veado. Respeito à opção e, suporto, aqueles com quem convivo! 
Gosto é de mulher, de xibiu, de carne mijada. Quanto a ideia de dar a bunda, dê a sua e não encha meu saco!
Está é minha revolta quanto ao Brasil hoje. O país virou uma zona pior do que sempre foi e agora está ficando chato e repetitivo. 
Não que a zona seja novidade. Se lermos os Bruzungandas de Lima Barreto (escrito no inicio do século XX) ou FEBEAPÁ do Stanislaw Ponte Preta (escrito nos anos 1950) pensaremos estar lendo o jornal de hoje. A putaria é cíclica e parece que não vai mudar.
Talvez porque a política, o Governo e o Congresso Nacional reflitam verdadeiramente a média do povo brasileiro. Talvez esta zona seja apenas um reflexo no espelho de quem somos. E se for isso, bom ai não tem jeito. Ninguém foge do que realmente é. 
Esperemos que não! Esperemos que a sujeira que turba nosso país seja apenas reflexo da putrefação daqueles que nos desgovernaram. E dos intelectuais e ricos que os alentaram e apoiaram. Pois sem estes intelectuais e sem o dinheiro dos poderosos esta escumalha já teria sido varrida do Brasil.
Esperemos também que o futuro não nos reserve uma Venezuela nos braços de Lula ou de outro salvador da Pátria. Esperemos um país que no futuro embale com um Estado enxuto, com bons políticos, com excelentes e poucos (apenas os essenciais) serviços públicos. Esperemos um país que no futuro não nos assalte diariamente cobrando impostos escorchantes.
 Aliás, lia outro dia Olavo de Carvalho (não o faço todos os dias, não se preocupem) quando este perguntou qual a diferença entre pagar impostos no Brasil e dar a bunda (ou algo assim). Um gaiato respondeu que ao dar a bunda pelo menos você recebe algo em troca.
É mais ou menos assim que o brasileiro trabalhador e honesto se sente. E em Brasília só conchavos, Fufucas, propinas, maracutaias para abafar a Lava-jato e a tal reforma política que nunca sai.
E Lula, o criminoso, andando pelo Nordeste, cuspindo na cara da justiça. Cometendo outros crimes, como o de campanha antecipada ou crime ambiental ao derrubar uma palmeira imperial. E ninguém faz nada. 
Já pensaram que nós é que pagamos a conta disto. O sem caráter do apedeuta passeia com passagens pagas por nós, a Dilma vai junto e quem paga seus deslocamentos e seguranças, como ex-presidentes? Nós. Quem paga os comícios e carreatas? Nós, pelo fundo partidário e com dinheiro dos desgovernos nordestinos, que não tem caixa para pagar uma escola decente para o povo mas jogam dinheiro na carreata de Lula.
E Lula abraçado em Renan, agradecendo Sarney! Como diria Aparicio Torelly (O Barão de Itararé): ‘Diga-me com quem andas e te direi se vou junto’. 
Eu certamente não irei!
Nem o povo nordestino vai junto. A julgar pelo vazio da caravana, nem cachorro magro segue Lula pois sabe que dali não vai sair nem mortadela. Só o acompanham os cada vez mais escassos sindicalistas e militantes. E estes deveriam acompanhá-lo na prisão, deveriam ser presos junto.
E nós aqui, na mesma m... 
Espero que setembro chegue alvissareiro. Com a reforma política decente sendo discutida. Com a nova PGR denunciando a corja do PT, Lula e Dilma (material ela tem). Com a reforma da previdência sendo aprovada. 
Esperança é a última que morre! Ou pelo menos um alento na desilusão!
Setembro chega e com ele a possibilidade da condenação e prisão de um crápula: José Dirceu. Tomara que ocorra, pelo menos será um alento neste deserto desesperador!
Até lá só nos resta esperar Setembro chegar e com ele chegue um Brasil melhor. 
E que me chegue junto um pouco de ânimo para aguentar a chatice cíclica deste país!