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sexta-feira, 31 de março de 2017

O político e o idiota




Os gregos há mais de 2500 anos nos deram alguns dos exemplos mais pródigos da convivência em sociedade. A civilização helênica floresceu e por milhares de anos vem influenciando as sociedades ocidental.
Além da filosofia e das ciências, os gregos criaram as bases do que hoje chamamos de estado democrático, sociedade e civilização.
Palavras como democracia, política e idiota vêm do grego podendo ser interpretadas ainda hoje da mesma forma que eram na época de ouro da Ágora Ateniense.
Democracia vem de demos – povo e kratos – poder. Poder do povo ou governo do povo. Como Churchill afirmou ‘a democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas’. 
O regime democrático com todos os seus defeitos de representação - pois é impossível e inimaginável a implantação na sociedade moderna de um regime de decisão direta - ainda é a melhor forma de representação da vontade do povo.
As experiências de consulta ou democracia direta, postas em prática por governos populistas ou de esquerda mostraram-se ineficazes ou viciados. Por quê? Porque as decisões em assembleias privilegiam aqueles que podem mobilizar-se e dispõem de tempo para participar do ‘assembleismo’. 
Como o povo, propriamente dito, precisa trabalhar, cuidar dos filhos e viver, estas assembleias acabam dominadas por pelegos dos sindicatos, vagabundos, servidores públicos e militantes. O que acaba sempre desvirtuando os encaminhamentos ao encontro das pautas destes “pseudo-democratas” de esquerda.
É claro que pela democracia ser viável apenas na forma representativa temos que enfrentar algumas armadilhas. 
A primeira delas é o fato de a democracia representar a média das opiniões do grupo representado, ou seja, a democracia sempre será medíocre, no sentido de estar dentro da média. Então esperar deste regime, quando em funcionamento pleno, iluminação, elevação de espirito e superioridade decisória é algo complexo pois democracia pressupõe o pensamento médio dos representados. 
Neste fator a educação é fundamental pois quando mais educado um povo melhor será sua média democrática. Há limites nesta assertiva, o que pode ser constatado em um breve passeio pelos loci onde habita a fina flor da intelectualidade brasileira, a Universidade Pública. 
Ali a ignorância, a cegueira militante e a intransigência crescem de forma diretamente proporcional aos anos de estudo do individuo. Observação esta que nos faz temer pelo futuro do país já que do local onde deveria sair luz saem apenas trevas e ignorância marxista.
Também cabe destacar que a democracia representa sempre, ou deveria representar, a vontade da maioria. E esta vontade nem sempre representa as vontades das minorias, por isso todo sistema democrático deve ter uma ferramenta de freios e contra-pesos que limite o poder da maioria impedindo-a de prejudicar as ditas minorias. Estes contra-pesos e freios são a Constituição.
No caso brasileiro os anos de Lulo-petismo usaram de falhas da Constituição de 1988 para subverterem estes freios e contra-pesos tornando o Brasil um país onde prevalecem as vontades das minorias. Minorias de esquerda que fique bem claro.
 O terceiro fato sobre a democracia é o fato de ser ‘representativa’, ou seja, nós o povo, elegemos pessoas que nos representarão e representarão nossas vontades no governo e nos órgãos públicos. Ai mora o problema, nosso maior problema, a qualidade de nossos representantes.
O que nos leva ao outro termo POLÍTICA e POLÍTICOS. Para os gregos política vem do termo  politeía, que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. 
Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana. Ou seja, política é arte de viver, de conduzir os assuntos na Pólis (cidade, estado ou sociedade), em resumo política é a arte de governar.
Político então é o cidadão que investido do Poder do Povo (democracia) deve proceder o governo ou condução dos assuntos da Pólis (sociedade). Político é o cidadão investido na função pública (funcionário público) que deve agir em prol do bem da Pólis e dos Demos (povo) que a priori são de quem emana seu poder.
Ai vem o segundo problema, os políticos em geral tendem a agir mais em prol de si mesmos do que em prol do povo. Ainda mais quando surge um balcão de negócios como o que o PT criou em suas gestões.
A novidade neste caso foi a institucionalização da corrupção e da defesa dos interesses individuais, a inserção de um fator novo, o chamado projeto bolivariano de poder. E, principalmente a total submissão aos próceres da República Lulo-petista, que resultou numa realidade paralela e na total negação dos atos criminosos do dirigente máximo do partido e da ORCRIM, o Nove-dedos.
Então nossos políticos resolveram aproveitar a ‘onda’, receber sua parte, locupletar-se e ignorar o ‘golpe’ petista então em curso. Mas nossos políticos só fizeram isto porque nos consideram...
Idiotas! Isso mesmo idiotas. 
Idiota vem do grego idiótes, que significa homem privado em oposição ao homem público (político). Idiota para os gregos era o homem que devido aos seus afazeres privados não tinha tempo para a vida pública e para a política.
Com o tempo passou a designar aqueles que não eram ou não estavam aptos ao serviço público. E por não poderem ser servidores públicos eram chamados de... idiotas, parece-nos um pouco de Brasil. 
Nosso Brasil onde os servidores públicos ainda são reis e marajás e podem dedicar-se aos deleites de greves e protestos contra o governo, sem preocuparem-se com a chance de perder o emprego, sem se preocuparem com cortes de salários e principalmente sem terem de se preocupar em prestar o ‘Serviço ao Público’.
Ai fica fácil ser engajado, fazer greve e fechar ruas na quarta-feira tornando a vida do idiota (aquele que não é servidor público) um inferno maior ainda. 
Os idiotas pagam impostos, elegem os políticos, dedicam-se a vida privada sustentando com seu trabalho e suor os ‘digníssimos’ servidores públicos que lhes recompensam com uma régia banana.
É neste ponto que deixamos de ser idiotas (no sentido de cidadão dedicado a vida pública) para sermos idiotas no mais moderno sentido da palavra, ou seja estúpidos.
Só que há um detalhes, as ruas. As ruas da Pólis (sociedade), onde vivem os demos (povo) e de onde emana o kratos (poder) do qual usurpam e vilipendiam os não-idiotas, políticos e servidores públicos.
E, nós os idiotas (cidadãos privados) que pagamos as contas vamos tomar as ruas da Pólis, de novo, e expulsar no grito e na porrada estes sem-vergonhas que nos creem idiotas, no sentido de estúpidos. Mostraremos a eles quem são os estúpidos.

No grito, na força e na porrada!  

domingo, 23 de outubro de 2016

PARLAMENTANDO



Parlamento é o lugar onde se parlamenta, onde se exerce o ofício de parlamentar. A palavra tem origem no francês parler que significa "falar" ou "discursar". Esta é uma das funções dos políticos, ‘falar’ em nome do povo que os elegeu e que eles deveriam representar. No parlamento através da fala, do discurso, da discussão e do embate de ideias os políticos deveriam legislar, propor ações e fiscalizar os atos do poder executivo, sempre em nome daquele ou daqueles que os elegeram, ou seja, o povo.
Brasil afora estão os nossos parlamentos, são as Câmaras de Vereadores, as Assembléias Legislativas Estaduais e Distrital, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. 
Aqueles Senhores e Senhoras que ali estão devem, ou pelo menos deveriam, ser a voz do povo brasileiro. Foi para isto que foram eleitos, para falar em nome de seus eleitores, serem seus procuradores, seus representantes. Mas sabemos que, para a grande maioria dos que ali estão, basta-lhes representarem a si mesmos e seus interesses.
O Povo brasileiro jaz hoje sem voz, afônico, mudo. Mas ultimamente as ruas tem dado um grito ensurdecedor aos políticos e congêneres. E, este grito de liberdade vai espalhando-se, cada vez mais intenso, pelos quadros cantos do nosso Brasil. Este grito permite que se profetize aqui: 'coitados daqueles que não escutarem o grito das ruas'.
Mas e se o povo pudesse usar o parlamento, usar o pulpito de nossa Câmara ou Senado para dizermos de voz própria aquilo que nós, o povo, pensamos, especialmente aquilo que pensamos sobre aqueles que ali estão e deveriam nos representar. 
Quiçá, eu, em minha vã modéstia, poderia ‘parlar’ e falar o que penso e sobre o que pensam aqueles que estão aqui nas ruas de nosso Brasil. O que diriamos aos nossos digníssimos (ou no caso de muitos deles, indigníssimos) representantes, que em sua grande maioria, não nos representam.
Talvez dissessemos que o povo trabalhador brasileiro está cansado de bolsas e esmolas, que quer emprego digno, sem ter de sustentar ‘vagabundos’ em nome de projetos de poder. Que queremos negociar diretamente com nossos patrões sem depender de sindicatos aparelhados e sindicalistas oportunistas. Provavelmente aqui já teria sido interrompido aos gritos por algum de nossos ‘ democráticos’ parlamentares.
Talvez dissessemos que estamos fartos da violência, fartos de sermos culpados como sociedade pela criminalidade pois a sociedade não torna ninguém criminoso. Estão ai os milhões de pobres brasileiros, trabalhadores, honestos e assustados em suas casas com a escalada da violência.
 Diríamos que basta de prender e soltar, que bastam de ‘direitos humanos’ para bandidos e do descaso com as vítimas. Quem merece consideração e apoio são as vítimas, lugar de bandido é na cadeia, trabalhando obrigatoriamente, para se sustentarem como todo brasileiro honesto trabalha, deoxando de serem um peso morto para os brasileiros honestos.
Avisariamos aos ‘doutos’ parlamentares para terem cuidado pois o medo facilmente vira ódio e revolta. E as ruas em breve poderão reverberar o grito de que ‘bandido bom é bandido morto’. Dizer-vos que se isto ocorrer serão os senhores e senhoras parlamentares os responsáveis pelo banho de sangue que advir. Neste momento ocorrerão gritos histéricos por todo parlamento e, provavelmente, eu já teria sido agredido física e moralmente.
Diríamos que não nos representam aqueles que admiram aos Marighellas ou aos Ustras da vida, pois as atitudes de ambos não são condizentes com a índole do povo Brasileiro. Nem o terror de um, nem a tortura do outro. 
Mas lembraria que acima de tudo, nenhum dos dois é criminoso pois em nosso estado de direito é constitucionalmente válida a Lei da Anistia, que foi fundamental para chegarmos no atual estágio democrático de nossa Nação, em que pese a frustração dos revisionistas de esquerda.
Poderíamos falar que ao povo tanto faz se a Educação e a Saúde são públicas ou privadas. Para o povo só importa que elas estejam disponíveis, com QUALIDADE (em letras garrafais) e gratuitas para aqueles que não puderem pagar.
 Quiçá vos contaríamos que o povo brasileiro quer tão pouco do Governo e este tão pouco resume-se no pedido de que o Governo, se não ajudar, pelo menos não atrapalhe.
Sonho em puder dizer tudo isto e muito mais que está entalado em minha garganta e que inquieta e faz doer minh’alma. Mas reflito e penso que se tivesse esta oportunidade, de falar aos nossos políticos e governantes, acabaria por nada dizer.
Por quê? Porque nossos políticos já demonstraram uma surdez incurável a voz do povo e até aos estridentes gritos das ruas. Embora ultimamente estes gritos tenham assustado os mais ‘espertos’ entre os parlamentares. 
Nada diria pois tenho claro de nada que dissessemos teria qualquer efeito sobre os ‘ouvidos de mercador’ de ‘Vossas Excelências’ (ou seriam Vossa Insolências?), estas palavras e verdades entrariam por um ouvido e sairiam por outro, como diz nossa sabedoria popular.
Mas será, que perderia esta oportunidade ímpar, que este ‘sonho’, que este momento imaginativo, me proporcionou. 
Penso, reflito e encontro a solução, onde breves palavras serão suficientes para exprimir em bom e claro português, o que pensamos e o que desejamos aos nossos políticos, governantes et caterva. E o que eu diríamos, bom eu diria mais ou menos o que segue:
Bom dia! Senhoras e Senhores parlamentares e governantes, nós o povo brasileiro, gostaríamos neste momento ímpar de dizer-vos apenas uma coisa. 
Nós, gostaríamos, MUI RESPEITOSAMENTE (sim, mui respeitosamente, somos um povo educado), que Vossas Excelências fossem...

[..............!] *
* Deixo a lacuna para que cada brasileiro preencha com os sentimentos que guarda no âmago de sua alma.